sábado, 14 de abril de 2012

Brincou com fogo, mas não saiu queimado nem mijou na cama.


O que você faria se estivesse num dia normal de trabalho e de repente sua prima te manda uma mensagem no celular dizendo que seus filhos estavam aprontando quando ela chegou na sua casa pra ficar com eles e quando você liga pra ela no intuito de saber o que aconteceu, você fica sabendo que dois de seus filhos estavam brincando com fogo e tentaram acender uma boca do fogão sem a supervisão de um adulto?

Pois é, foi o que aconteceu comigo alguns dias atrás... antes de qualquer coisa quero deixar claro que estou escrevendo este texto com intenção de desabafar e compartilhar meus sentimentos, em momento nenhum quero julgar as atitudes de ninguém e que isso fique bem claro.

Bem, o fato é: cheguei na casa da minha prima num dia normal pra fazer companhia aos filhos dela que ficam sozinhos durante a tarde, mas quando cheguei lá me deparei com a situação de um menino de 7 anos e uma menina de 10 brincando com fogo e uma das bocas do fogão estava aberta apenas saindo gás.

Em épocas anteriores a minha primeira reação seria bater neles sem dó. Mas, por sorte, não sou mais o tipo de pessoa que age de cabeça quente. Então não bati, mas gritei sim. Minha pressão foi no céu, praticamente e eu não parava de tremer.

O que eu fiz exatamente: primeiro, tentei descobrir o que eles estavam pensando quando tiveram aquela ideia, mas isso foi em vão. Pus de castigo, que incluía arrumar o quarto, ficar sem tv, computador, celular e sem poder dormir no quarto da mãe. Mandei uma mensagem pro celular minha prima pra que ela pudesse me ligar. Contei exatamente tudo o que eu vi e tudo o que me disseram no momento em que pedi explicações. Vigiei para que realmente arrumassem o quarto ao invés de tentarem me enrolar. Reforcei o motivo de castigo várias vezes. Tentei novamente conversar para saber os reais motivos e quem tinha falado a verdade e quem tinha mentido na primeira conversa. Não me envolvi na conversa que a mãe teve com eles quando chegou do trabalho. Repassei pra ela o castigo que eu havia imposto e disse q valia apenas aquele dia, no resto dos dias valeria o castigo que ela dissesse. Me calei quando ela tirou minha autoridade diante os menores.

O que anda consumindo meus pensamentos é o fato de que, quando a mãe, que é a autoridade maior, chegou em casa, ela não fez nada além do que eu já havia feito. Pelo contrário, ela desfez o que eu fiz.

Eu ainda não sou mãe, ao contrário dela que é mãe de 4 crianças, então talvez eu esteja falando besteira aqui. Mas anular o castigo que eu impus não é o melhor jeito de educar uma criança. Provavelmente eles irão crescer com o pensamento que eles podem fazer o que quiserem e não serão punidos. Aliás, são até recompensados com uma caixa de bombom e um lanche super gostoso no dia seguinte, no qual já puderam usufruir das coisas que proibi e bagunçaram o quarto todo de novo.

Eu só queria entender qual foi a lógica dessa atitude. E o que foi que eu fiz de errado para que eu não cometa o mesmo erro duas vezes. Nem que eu corra risco de vida de novo por estar no lugar errado e na hora errada.

Quero dizer que eu amo muito a minha prima e que devo muita coisa à ela. Amo muito os filhos dela também que ocupam grande parte da minha vida e os considero meus irmãos mais novos. Nada do que escrevi aqui foi pra julgar, difamar ou chatear ninguém.

Apenas um pedido de socorro por uma mente confusa e sem rota.

Finnegan.

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