quarta-feira, 11 de maio de 2011

Paloma pt. 4

Quando ela finalmente desgrudou os lábios dos meus, já não estávamos no campo com aquele grupo da aula intensiva sobre vampiros. Agora o ambiente era mais sombrio e ameaçador do que um campo aberto.

Estávamos num quarto de alguma casa muito gótica. Existiam velas vermelhas espalhadas pelo cômodo e objetos decorativos pretos. Todos eles.
Senti um arrepio por todo o meu corpo. Paloma sentou-se numa cama que se encontrava no centro do quarto. Tinha lençóis pretos de seda e uma pena vermelha em cima de cada travesseiro.
- Sente-se. – ela me convidou.
- Onde estamos agora?
- No meu quarto.
- Como você é rápida! – Brinquei.
- Me dê um motivo pra esperar. – Ela desafiou.
- Não é essa a minha intenção. – Respondi passando minhas mãos pelas suas costas.
Mas o que eu não sabia que o que ela realmente queria era muito mais do que relações sexuais sem compromisso.
- Prometo que será intenso, mas não posso lhe prometer que não vá doer. – ela disse pondo seu corpo por cima do meu enquanto eu me deitava em sua cama macia.
- Eu não sou virgem e não estou pedindo misericórdia.
- Até agora. – Ela respondeu.
Depois disso ela me beijou. Definitivamente ela tinha o melhor beijo de todo o mundo. Paloma sabia me seduzir direitinho e, às vezes, parece que ela lia meus pensamentos e movia seu corpo exatamente como eu imaginava que seria perfeito.
De repente senti uma dor forte no estômago. Soltei um gemido de dor.
- Está tudo bem, não se assuste. – Ela disse percebendo meu incomodo.
Olhei para o meu abdômen procurando o que me machucava. Nada. Então que dor seria aquela? E como ela sabia que ia doer, afinal? O movimento de seu corpo aumentou. Ela estava mais rápida e, sem dúvida, mais intensa, como ela disse. Seu corpo se movia para frente e para trás com uma velocidade impressionante e cada vez que ela me introduzia para dentro de seu corpo, a dor no meu estômago aumentava.
- O que está acontecendo comigo? – Perguntei assustado.
- Eu disse que o transformaria em vampiro. – Ela disse com um sorriso de satisfação.
- O quê? – Joguei-a para longe de mim.
- Olhe. – Ela disse apontando para a minha barriga.
No mesmo momento vi elevações estranhas por baixo de minha pele. Como aranhas andando dentro do meu estomago. Desci os olhos e vi um líquido escuro e denso em meu órgão. Me assustei.
- O que é isso?
- Fique calmo, a dor passará em algumas horas. Teria sido melhor se você não me tirasse de cima tão cedo. – Ela fez cara de desapontada.
- Como eu posso ficar calmo? O que é isso na minha barriga? E esse líquido preto?
- Esse é o processo de transformação do ser humano em vampiro. Não se preocupe, acontece com todo mundo e você não é o primeiro a se assustar.
Revirei-me na cama de dor. Era quase insuportável sentir algo se mover dentro de você com tanta agilidade. Parecia que eles, seja lá o que for, estavam comendo tudo dentro de mim.
- Eu preciso que você fique calmo ou morrerá aqui e agora. – Ela disse sentando-se ao meu lado.
- Ah, ótimo jeito de me acalmar!
- Tudo bem, farei uma coisa que vai te acalmar até que isso acabe. Por favor, não me pare.
Então ela se pôs em cima de mim novamente. Mas eu não estava nem um pouco excitado de tanta dor que sentia. Então o que ela pretendia fazer, afinal?

Finnegan.

Links para os posts anteriores:
Partes: 1,2 e 3.

Nenhum comentário: