segunda-feira, 30 de maio de 2011

Nada sei...

Sobre a vida, sobre a morte, sobre o futuro ou sobre a sorte.
Não me é certo pensamentos sobre vingança, desespero ou felicidade.
Salvação, purificação ou extinção.

Verdade ou mentira.
Certo ou errado.

Não é jogo de verdade ou consequência.
Não é vida ou morte.
Não é crime.
Muito menos milagre.

O que eu não sei é amplo.
De uma vastidão infinita.
E profundidade imensurável.

Porque se a vida ainda é vida, quando ela morre?
Porque se o futuro é futuro, quando ele chega?
Porque se a sorte é pura sorte, como teríamos sorte de adquiri-la sem tê-la?

E se a vingança fosse algo certo não soaria tão estranho.
Se o desespero fosse algo bom não seria tão desesperador.
Se a felicidade fosse tão boa não seria tão curta.

Não sei qual é a verdade e nem se a mentira existe.
Não sei se o certo continuará certo depois de conhecer o errado.

Então, o que eu sei afinal?

Sei de uma vida de altos e baixos.
De dúvidas e incertezas.
Da morte inevitável.
De um futuro inesperado.
De uma sorte desejável.
De uma vingança inatingível.
De um desespero recorrente.
E da felicidade pura.
Finnegan.

sexta-feira, 20 de maio de 2011

Amanhã.

Eu nunca parei pra pensar no futuro, fazer planos, imaginar o que vai acontecer comigo.
Pelo menos não até agora...
Será que um dia a Nicole sairá da minha imaginação?
Em que ano que conseguirei, finalmente, fazer meu doutorado?
Como vou conseguir comprar uma casa?
Coisas que eu não havia parado pra pensar.
Coisas que eu não queria planejar com medo de me decepcionar.
O futuro sempre será uma incognita, mas agora eu já tenho suporte.
O suficiente pra me sentir livre em planeja-lo.
Em me arriscar a errar, tropeçar em alguns obstáculos e até mesmo cair.
Porque mesmo tendo muitas pessoas torcendo pelo meu fracasso.
Sei que com uma sempre poderei contar.
Por mais louco que seja o meu sonho de um dia publicar um livro que não fale sobre nada.
E ao mesmo tempo fale tudo.
Sei que ele estará lá.
Sei que não estará sozinho.
E é só nisso que me limito a pensar.
Porque quando eu finalmente abraçar a Nicole emocionada pelo momento...
Saberei que todos os meus tombos e visitas ao fundo do poço valeram à pena.
E aí cada segundo serão os melhores.
Pois sei que amanhã você estará por perto...
Mesmo de longe.
Pra me segurar.
E sobre o futuro a única coisa que eu sei é que ele nunca vai chegar.
Por isso eu AINDA vivo o hoje.
Finnegan.

Hoje.

Se todos os dias eu escrevo sobre o amor, isso quer dizer que eu o conheço?
Acho que não...
Mas isso não quer dizer que eu não esteja aprendendo sobre o assunto.
E confesso que estou gostando das aulas...
Não sei por quanto tempo dura, se tem algum prazo de validade ou algo do tipo.
O que eu quero é aproveitar ao máximo o que eu tenho agora e cada momento dessa fase da vida.
Porque estando ao seu lado sei que tudo estará bem.
E aí eu vou poder dizer:
Eu aproveitei.
Eu amei.
...
...
E...
Ainda amo.
Você...
Daniel T. Moreira.
Finnegan.

quinta-feira, 19 de maio de 2011

Sophia, meu mundo.



Me sinto leve.
Não tão leve quanto uma pluma.
Não tão leve quanto uma pena.
Mas me sinto leve.

Ela está aqui.
Eu sei que está.
Não.
Ela não está morta.
Só está do outro lado da cidade.

Com outra pessoa ao seu lado.
Alguém que não a merece.
Não a entende.
Não a completa.
Apenas a usa pra passar o tempo.

E quando esse tempo passar?
Será que ainda estarei aqui?
Esperando por alguém que não consegue me ver?

E finalmente ela vai olhar pra mim.
"Sophia"
Será que ela ainda lembra do meu nome?
Ou do meu rosto?
Com certeza não se lembrará do meu amor...

Mulher sem coração.
Egoísta.
Por que eu me apaixonei por você?
Quem mandou você ser tão bonita, carinhosa, amável...
Se você ao menos não tivesse mudado da água para o vinho
Sem um motivo aparente...

Eu só queria saber o que eu fiz de errado...
Se for por te amar demais,
poderá me culpar pelo resto da vida.

Porque o mundo que você me mostrou
É hoje o meu refúgio do mundo real.
E assim sempre será.

Porque neste mundo imaginário
Eu tenho a chance de viver os momentos que sempre quis viver
Ao seu lado
Sentindo o seu cheiro doce
E sua voz suave.

Por favor, ao menos não me tire deste mundo
No faz de conta em que eu mergulho
Só pra te ver sorrindo.

Finnegan.

quinta-feira, 12 de maio de 2011

Manifesto. Divulgue!

Bom dia.
Hoje vim fazer um apelo e, ao mesmo tempo, causar a revolta do público deste blog.
Sei que não é muito, mas talvez o suficiente para mudar alguma coisa.

Hoje os bombeiros do Rio de Janeiro estão em manifestação.
Você viu isso na TV?
Nos jornais?
No rádio?
Ou mesmo na internet?
Acho difícil, sabe por quê?

O nosso digníssimo governador está comprando a imprensa.
No intuito de evitar que a população saiba sobre este fato.
Porque ele sabe que nós, sim, NÓS, temos força.

Hoje os bombeiros estão se manifestando.
Por uma vida digna.
Um salário descente.
Em troca do trabalho que desempenham com tanta dedicação.

Você sabia?
Que o Rio de Janeiro tem a maior arrecadação de PIB do país?
Sabia também...
Que o Rio de Janeiro é o estado que menos paga os bombeiros?
E então?
Vai ficar aí sentado na frente do computador vendo tudo isso acontecer?
Você vai deixar barato?
Será que você vai permitir este absurdo?

Mesmo que você não seja do Rio de Janeiro.
Mesmo que você não seja bombeiro.
Mesmo que você não tenha nada a ver com o assunto.
Vai deixar essa injustiça acontecer?

Não sou hipócrita, nunca fui e não vai ser agora que serei.
Tenho duas pessoas na família que são bombeiros.
Neste exato momento que escrevo este texto.
Tenho um familiar na manifestação.
Imagine, assim como eu, a sua revolta.

Não estou pedindo que você compareça ao manifesto.
Mas que faça o máximo possível para divulgar esta notícia.
Já que a mídia colocou uma venda nos olhos.
E uma quantia no bolso.

Não seja omisso.
Você tem Orkut? MSN? Twitter? Facebook? My Space? Blog?
Ou qualquer outro meio de comunicação com o mundo?
Divulgue!

Não estou pedindo que divulgue o meu blog.
Peço que divulgue a notícia.
O manifesto.
Pode até copiar e colar este texto.
Mas não feche os olhos para o que acontece em seu país.

Ou estará compactuando com todas, sim, TODAS, as injustiças do país.
Todas as roubalheiras dos políticos.
Toda a violência que aqui se acomete.
E se tornará uma marionete dos mais poderosos.

E então?
Faça a sua escolha.
E encare as consequências dela de frente.

Este texto é um manifesto em prol dos bombeiros do Rio de Janeiro.

quarta-feira, 11 de maio de 2011

Paloma pt. 4

Quando ela finalmente desgrudou os lábios dos meus, já não estávamos no campo com aquele grupo da aula intensiva sobre vampiros. Agora o ambiente era mais sombrio e ameaçador do que um campo aberto.

Estávamos num quarto de alguma casa muito gótica. Existiam velas vermelhas espalhadas pelo cômodo e objetos decorativos pretos. Todos eles.
Senti um arrepio por todo o meu corpo. Paloma sentou-se numa cama que se encontrava no centro do quarto. Tinha lençóis pretos de seda e uma pena vermelha em cima de cada travesseiro.
- Sente-se. – ela me convidou.
- Onde estamos agora?
- No meu quarto.
- Como você é rápida! – Brinquei.
- Me dê um motivo pra esperar. – Ela desafiou.
- Não é essa a minha intenção. – Respondi passando minhas mãos pelas suas costas.
Mas o que eu não sabia que o que ela realmente queria era muito mais do que relações sexuais sem compromisso.
- Prometo que será intenso, mas não posso lhe prometer que não vá doer. – ela disse pondo seu corpo por cima do meu enquanto eu me deitava em sua cama macia.
- Eu não sou virgem e não estou pedindo misericórdia.
- Até agora. – Ela respondeu.
Depois disso ela me beijou. Definitivamente ela tinha o melhor beijo de todo o mundo. Paloma sabia me seduzir direitinho e, às vezes, parece que ela lia meus pensamentos e movia seu corpo exatamente como eu imaginava que seria perfeito.
De repente senti uma dor forte no estômago. Soltei um gemido de dor.
- Está tudo bem, não se assuste. – Ela disse percebendo meu incomodo.
Olhei para o meu abdômen procurando o que me machucava. Nada. Então que dor seria aquela? E como ela sabia que ia doer, afinal? O movimento de seu corpo aumentou. Ela estava mais rápida e, sem dúvida, mais intensa, como ela disse. Seu corpo se movia para frente e para trás com uma velocidade impressionante e cada vez que ela me introduzia para dentro de seu corpo, a dor no meu estômago aumentava.
- O que está acontecendo comigo? – Perguntei assustado.
- Eu disse que o transformaria em vampiro. – Ela disse com um sorriso de satisfação.
- O quê? – Joguei-a para longe de mim.
- Olhe. – Ela disse apontando para a minha barriga.
No mesmo momento vi elevações estranhas por baixo de minha pele. Como aranhas andando dentro do meu estomago. Desci os olhos e vi um líquido escuro e denso em meu órgão. Me assustei.
- O que é isso?
- Fique calmo, a dor passará em algumas horas. Teria sido melhor se você não me tirasse de cima tão cedo. – Ela fez cara de desapontada.
- Como eu posso ficar calmo? O que é isso na minha barriga? E esse líquido preto?
- Esse é o processo de transformação do ser humano em vampiro. Não se preocupe, acontece com todo mundo e você não é o primeiro a se assustar.
Revirei-me na cama de dor. Era quase insuportável sentir algo se mover dentro de você com tanta agilidade. Parecia que eles, seja lá o que for, estavam comendo tudo dentro de mim.
- Eu preciso que você fique calmo ou morrerá aqui e agora. – Ela disse sentando-se ao meu lado.
- Ah, ótimo jeito de me acalmar!
- Tudo bem, farei uma coisa que vai te acalmar até que isso acabe. Por favor, não me pare.
Então ela se pôs em cima de mim novamente. Mas eu não estava nem um pouco excitado de tanta dor que sentia. Então o que ela pretendia fazer, afinal?

Finnegan.

Links para os posts anteriores:
Partes: 1,2 e 3.

Observações sobre a vida mundana. - Renascimento

Parece tão bom...
Sermos nós mesmos.
Mas como você sabe que está sendo autentico?
Apenas por ser espontâneo?
Bem, posso dizer com certeza q espontaneidade é relativo.
Afinal você pode ser espontâneo agora dizendo o quanto ama jogar futebol.
Mas amanhã ou depois você pode dizer convicto...
Que o basquete sempre foi o seu esporte favorito.

Pois é, e nesse meio o que aconteceu?
Tantas coisas podem acontecer em tão poucas horas.
E quem você é pode mudar em pouquíssimos segundos.
Sim, seu nome continuará o mesmo.
Mas o que você pensa; o que você sente...
Isso já não será sua ‘marca registrada’.

“Lembra aquela menina que se divertia em bares com desconhecidos? Nossa como eu a odiava.”
“Sim, hoje ela é uma pessoa bem sucedida e você já não desgruda dela. Que, por acaso, sou eu.”

Nossa visão do mundo muda a cada milésimo de segundo.
Cada opinião nossa é re-moldada.
Como argila, nossos pensamentos são formados com precisão.
E se algo sai errado.
Começamos tudo de novo.
Afinal é disso que a vida se trata.

E por que eu estou falando sobre isso agora?
Essa é uma boa pergunta...
Eu não estava caçando um tema pro post de hoje.
Ele simplesmente me atingiu enquanto eu assistia TV.

Sei que vai parecer pretensão da minha parte
E que posso acabar me arrependendo de escrever isso um dia.
Mas uma das coisas que faço de melhor é observar o comportamento humano.
E vejo suas mudanças.
Mudança de hábitos.
Estilos de vida.
Filosofias.
Crenças.

E esse é um mundo fascinante pra mim.
Sim, pode ser que um dia eu mude a minha opinião.
Ou encontre algo mais interessante que estudar o comportamento das pessoas.
E talvez eu pare de sentar num banco de praça...
Só pra olhar as pessoas passarem por mim.

Mas até que isso aconteça...
Terei muitos assuntos a abordar aqui no Finnegan Things.
Coisas que podem não interessar a todos os leitores, eu sei.
Mas não deixam de ser coisas fascinantes.

Afinal, é como eu penso hoje.
Nesse momento.
E acho que o melhor exemplo que eu poderia dar neste texto...
Sobre mudança de pensamentos e atitudes...
Sou eu mesma.
A metamorfose ambulante.
Amante de borboletas.
Que são o símbolo do renascimento.

E por que não dizer que nós, seres humanos, renascemos todos os dias?

Finnegan.

terça-feira, 10 de maio de 2011

Observações sobre a vida mundana. - Mentira

Algumas pessoas simplesmente preferem não saber a verdade.
Sim, é dizendo a verdade que eu começo este texto sobre mentiras.
Intrigante, não?
Ao longo da vida dizemos tantas mentiras quanto piscamos nossos olhos.
Você não acredita?
Que bom, pois eu acabei de lhe contar uma mentira.

É mais fácil do que se imagina.
Todos nós crescemos ouvindo mentiras.
Papai noel, coelhinho da páscoa, fada do dente, velho do saco, entre outros...
São as mentiras mais óbvias que uma criança escuta.

“Se você não se comportar o papai noel não trará o seu presente no natal”
“Você não pode brincar na rua porque o velho saco vai colocar você dentro do saco grande que ele carrega e vai te levar pra bem longe do papai e da mamãe”

Não seria melhor ser sincero com seu filho?
Não estou aqui pra ensinar ninguém a educar seus filhos, pelo contrário.
Eu estou aqui como uma criança frustrada com seus pais e as mentiras que eles contaram durante toda a vida.

Enfim, quando chegamos à idade adulta começamos a mentir.
Mentimos para nos safar das coisas erradas que fizemos.
Para tirar vantagem de alguma situação.
Para não magoar as pessoas à nossa volta.
E, algumas vezes, só pelo prazer de mentir.

Inventamos histórias para cobrir nossas mentiras.
Construímos um universo paralelo.
Até o dia que nós mesmos começamos a acreditar em nossas próprias mentiras.
E nos desapontamos aos perceber que só porque nós acreditamos, ela não se tornou uma verdade.

“Desculpe querida, fiquei preso no trabalho. Meu chefe é um carrasco.”
“Professor, eu não pude fazer o trabalho que o senhor designou semana passada por motivos de doença, minha mãe está internada no hospital e mesmo eu não sendo muito chegado à ela, tive de ficar acompanhando seus dias naquele quarto de hospital”

Será que hoje em dia alguém sabe o significado da palavra sinceridade?
A maioria não sabe, mas existe uma história por trás dessa palavra.
Não vou mentir, não me lembro ao certo dessa história.
Por isso dou a dica: pesquisem!

Quando idosos.
Nesta faixa etária já não sabemos distinguir o certo do errado.
O verdadeiro do falso.
O importante do que já não importa tanto.

É nesta idade em que passamos nossa vida contando histórias de quando erámos jovens.
E, quase sem perceber, contamos as mesmas mentiras daquela época.
Mas como é possível?
Eu não acabei de dizer que quando ficamos velhos não conseguimos diferenciar o que é verdade e o que é mentira?
Pois é exatamente isso.
Já não conseguimos fazer esse julgamento.
E o universo paralelo que criamos quando adultos se funde ao mundo real.

“Quando eu era jovem e estava na faculdade. Odiava fazer os trabalhos que o professor de uma matéria passava. Mas uma vez eu dei a sorte de que minha mãe estava internada e ele me liberou de um dos trabalhos mais chatos de toda a minha vida acadêmica.”
“Filho, quando eu namorava a sua mãe, ela fazia questão de sair pra jantar nas sextas. Só que o meu chefe era um carrasco e me fazia trabalhar até tarde. Eu sempre me esquecia do meu compromisso com sua mãe.”

Assim surgem as histórias mal contadas.
Você deve estar pensando:
“Ah, eu ainda tenho muito o que viver antes de ficar um velho(a) gagá ”
Bem, isso pode até ser uma verdade.
Mas nada impede que seu universo paralelo e o mundo real já não tenham se fundido.

Nada do que eu disse aqui é uma regra.
Porém, eu não disse nenhuma mentira.
Não fiz nenhum estudo aprofundado no assunto.
Isso são apenas minhas observações sobre a vida mundana.

Finnegan.

domingo, 8 de maio de 2011

Palavras soltas ao vento.

Ele era sempre assim, autêntico e mandão.
- Eu sempre estou certo.
E realmente estava, eu não podia contestar.

Certo dia, estávamos num bar.
Eu, ele e uma amiga.
Ela: super afim dele.
Ele: super afim de mim.
Eu: bem, eu estava tranquila.
Havia saído pra tomar um drink com dois amigos da faculdade.
Estávamos no balcão rindo e bebendo.
Ela não parava de dar em cima dele e isso me irritava de vez em quando.
Ele sempre fazia questão de bancar o homem implacável.
Eu só queria me divertir.

O dia seguinte chega.
Acordei totalmente torta na minha cama.
Meu cabelos estavam atrapalhados.
E eu sentia um gosto muito forte de anti-ácido na minha boca.
Olhei pro lado.

Lá estava ela.
Minha amiga totalmente desconcertada dormindo ao meu lado.
Não me assustei, aquilo era normal depois de uma noitada.
Ouvi uma voz.

- Bom dia, minha flor. -disse.
Procurei e o vi.
Atirado no sofá só de cueca e fumando um cigarro.
- Bom dia. Você dormiu aqui? - eu disse.
- Você não se lembra de ontem à noite?
- Não, eu deveria?
- Bem, geralmente todas se lembram de minha performance. Mas eu sempre soube que você é diferente das outras. - ele disse levantando-se e caminhando em minha direção.

Não entendi o que ele queria dizer.
Mentira, eu não quis entender o que ele queria me dizer.
Por que ninguém nunca diz o que eu quero ouvir? - pensei.

- Quando sua ressaca passar eu te conto os detalhes mais sórdidos. - ele prometeu me dando um beijo na testa.
- Algo que eu venha a me arrepender? - perguntei.
- Só se você continuar insistindo em bancar a santinha. - ele disse com malícia no olhar.

Olhei para ela.
Não parava de roncar.
Parecia cansada.
- Espero que pelo menos ela se lembre. - ele suspirou.
- Desculpe, prefiro não saber o que aconteceu essa noite. - eu disse tentando afastar minha imaginação que já começara a trabalhar.
- Tem certeza? - ele perguntou desapontado.
- Não, pelo menos por enquanto.
- Eu sei que você vai querer saber. E vai querer fazer tudo de novo. - ele disse convicto.

Me lembrei:
"Ele era sempre assim, autêntico e mandão.
- Eu sempre estou certo.
E realmente estava, eu não podia contestar."

Um flash da noite passada me atingiu e com ele uma dor de cabeça exorbitante.
Pensei:
Uma noite, dois amigos e drinks deliciosos. Eu sabia que não iria dar certo.
Mas enfim, eu só queria me divertir.

Pra sempre será você.

Eu não sabia que era você... você que eu quero pra vida inteira.
Você que um dia eu quis xingar, bater, beijar, amar.
Meu Deus, como eu sinto a sua falta.
Como eu queria tê-lo em meus braços.
As horas não passam.
Você não está aqui.
Eu nunca saberia que era você.
Um príncipe disfarçado de plebeu.

Eu não sabia, mas agora eu tenho certeza.
Que é você que faz meu coração bater acelerado.
Que é você que me acompanha 24hrs por dia.
Que é você quem me conforta nos momentos difíceis.
E me faz sorrir sem motivo aparente.
Quem faz meu mundo girar.
E tudo permanecer em equilibrio.

Alguém que não tem medo de dizer sim.
Com quem eu posso contar.
Você é as minhas asas.
Me faz voar pra bem longe e viajar para meus pequenos mundos perfeitos.
Você é meu chão.
Me lembra que há uma realidade a encarar e me ajuda a suportar o caos da vida mundana.
É você quem eu quero pra toda a vida.
É você.

Finnegan.

sexta-feira, 6 de maio de 2011

Vida passageira. - Amizade

Eu e ela.
Ela e eu.
Duas loucas soltas no mundo.
Um dia lá.
Outro cá.
Bem ou mal.
Feliz e triste.
Água e óleo.
Éramos nós.
Quero dizer, somo nós.
Imperfeitas em nossa perfeição.
Completas em nosso mundo perfeito e imaginário.
Sozinhas embora juntas.
Minha vida: minha amiga.
Minha amiga: minha vida.
É nisso que se resume este post.
Amizade.
Companheirismo.
Felicidade.
Cumplicidade.
Um pouco de falsidade.
E uma pitata de ciúmes.
É bem assim.
Sempre foi assim.
E continuará sendo assim.
Minha melhor amiga.
Eu e ela.
Ela e eu.
Uma mesma pessoa.

quinta-feira, 5 de maio de 2011

Vida passageira. - Lembranças



Ele gostava do mistério que ela insistia em fazer.
Ela adorava o frio na barriga por não saber oq iria acontecer.
E assim se passavam os dias.
A saudade os consumiam, mas era tão melhor do que se ver todos os dias.
Rotina? Sim, rotina.
Ela existia e os acompanhava, mas nunca atrapalhara.
Todos os sábados.
Alguns poucos domingos.
E uma quinta.
E foi só.
Só o bastante para que o amor os atacassem como presas indefesas.
Ninguém está reclamando, não mesmo!
É até bom essa sensação de ser pego de surpresa por alguma coisa boa.
Mas eu era apenas um observador.
De um casal simpático e intenso.
Dois jovens com uma vida inteira pela frente.
Um futuro brilhante.
Eu já fazia planos, sim, eu fazia planos para a vida deles.
Afinal, a minha já havia acabado há anos e não havia previsão para recomeçar.
Eu senti ciúmes também.
E chorei.
Quando tudo terminou o vazio e a sensação de impotência me consumiram.
Eu perdi o chão.
E ela? O que fará sem ele?
E ele? Como viverá sem ela?
Eu me lembrava dos dias inteiros sentados rindo, gargalhando, se beijando.
Brigando, discutindo e fazendo cara feia.
Lembro do braços cruzados e da lágrima no rosto.
Lembro do orgulho ferido.
A briga na beira da estrada.
A imensa vontade de chorar.
O espaço entre eles.
E por que?
Eu nunca vou entender.
Relacionamentos entre humanos são tão complicados quanto matemática ou física.
Infelizmente as lembranças tristes são as mais intensas.
Mal consigo me lembrar dos sorrisos.
Embora me lembre do prazer e da loucura.
Lembranças de pessoas que já não conheço.
Lembranças de um passado distante.
Coisas boas e ao mesmo tempo ruins.
Lembranças de quem um dia eu fui.
E não me arrependo de ter sido.
Memórias de alguém que ficou pra trás.
E lá permanecerá.
Como uma simples lembrança.
Lembrança de uma vida passageira.
Finnegan.

quarta-feira, 4 de maio de 2011

Just Finnegan.

Eu posso ser delicada, posso ser meiga e ao mesmo tempo rude e ignorante.
Posso ter casa, comida e roupa lavada e ao mesmo tempo dizer que não tenho nada.
Podem dizer que sou falsa e mesquinha, ao mesmo tempo vão dizer o quanto minha amizade vale à pena.
Posso sentir falta dos velhos tempos e um enorme vazio em meu peito, mas terei a certeza de que AGORA estou vivendo o melhor momento da minha vida.
Vão dizer que este texto foi premeditado e escrito só pra fazer sucesso, ao mesmo tempo eu direi que escrevi isto com lágrimas nos olhos e uma inspiração momentânea.
Eu posso ser só uma em meio a uma multidão, mas ao mesmo tempo sou alguém.
Vão dizer que não sou ninguém, mas sei que ainda sou alguém até mesmo pra ninguém.
Posso me importar com a opinião alheia o suficiente para me privar de certos prazeres, mas agora posso dizer que estou completa e nada mais me importa.
Não me importa o que vão dizer. Eu sei quem sou, o que faço, o que quero e pra onde vou.
E você?
Finnegan.