terça-feira, 5 de abril de 2011

29/03/2011 - A Saga (Quarta parte. Final.)

Pois é, chegamos a ultima parte desta minha saga para assistir ao show de uma das minhas bandas favoritas: 30 Seconds to Mars. Espero que tenham gostado até agora e que eu consiga fechar a saga com chave de ouro. Agradeço a quem acompanhou, é muito importante pra mim a visita de vocês. Sem mais delongas, aí vai:

29/03/2011 (Quase madrugada) – Depois de descansar um pouco, liguei para o celular da Raíssa (amiga echelon louca), mas ela não atendia de jeito nenhum. O tempo foi passando e nada de eu conseguir contatar ela, eu já estava ficando preocupadíssima com esse sumiço repentino e não parava de ligar pro celular da Raíssa.

30/03/2011 (Madrugada) – Depois de meia hora tentando, finalmente consegui falar com minha amiga Raíssa e ela já estava dentro do carro indo para casa, me senti muito aliviada em saber que ela estava bem. Ainda conversamos um pouco pelo celular eufórica com o show perfeito que havíamos acabado de assistir e em como não acreditávamos naquele sonho.

Depois que desliguei a chamada com a Raíssa ainda dei de cara com os dois meninos do trem e eles me deram um sorriso de longe, mas não fui falar com eles, afinal o que eu diria?!

Procurei novamente um lugar pra sentar e fiquei pensando: “Como vou embora pra casa a essa hora?” (00h30min). Aí mandei uma mensagem de texto pro celular do Daniel (namorado) e acabou que fiquei conversando com ele via torpedo a madrugada inteira.

Sentada num banco em frente ao Vivo Rio fiquei observando as pessoas sentadas nos outros bancos. Todos em grupo conversando ou sobre o show ou sobre o que eles iriam fazer depois dali. Senti-me bem estranha estando ali sozinha, mas seria pior se eu não estivesse ali, com certeza.

Com o tempo as pessoas foram indo embora até que só restei eu e mais dois grupos naqueles bancos. Um grupo continha uma menina e dois meninos (um deles não parou de me encarar) e o outro grupo era formado de duas meninas e um menino (uma dessas meninas também ficava me olhando às vezes).

Cansada, deitei no banco ainda observando os movimentos dos grupos e conversando com o Daniel por mensagem. Um dos grupos (o composto por dois meninos e uma menina) levantou e também foi embora. Resolvi levantar e ficar sentada novamente, pois o banco de concreto não era nada confortável para a minha coluna.

Quando me virei para o único grupo que sobrou, estavam os três se beijando e até agora me lembro do nojo enorme que senti ao assistir aquela cena. Nunca tive preconceito com isso e com quem faz esse tipo de coisa, todos sabem por que, mas eu presenciar aquela cena não foi muito bom para o meu estômago.

Minutos depois eu estava sozinha nos bancos, o grupo moderno foi embora olhando para trás a todo o momento e vi quando um deles ameaçou voltar, não sei se para falar comigo ou outro motivo.

Resolvi mudar para um banco com uma visão melhor do local, principalmente porque ali era um local perigoso e eu precisava ficar de olho nos locais por aonde as pessoas chegavam e saíam dali. No banco onde sentei havia duas garrafas de água pela metade e eu estava morta de sede, nem me lembro quando fora a última vez que bebi água antes do show.

Enquanto eu respondia freneticamente as mensagens de texto do Daniel, um policial que vazia a ronda ali num carrinho (igual carrinho de golfe, sabe?) passou por perto de mim e parou para conversar comigo.

- Você ficou sozinha né?

- Pois é. – respondi sem graça.

- Vai vir alguém aqui te buscar?

Na mesma hora em que o policial perguntou isso um homem de caráter duvidoso apareceu de repente e sentou-se no banco ao lado.

- Sim, minha mãe está vindo de carro. – Eu não sei mentir, mas nessa hora foi mais que preciso, com aquele homem sentado ali do lado ouvindo a conversa, sabe-se lá o que ele faria quando o policial fosse embora.

- Ah, então vou esperar você ir embora pra eu entrar, mas cuidado que aqui é bem perigoso. – ele terminou.

- Sim, tudo bem, minha mãe já está vindo. Obrigada.

Passados alguns minutos, o homem estranho continuava sentado ali olhando pro nada, então peguei o celular e fingi que havia recebido uma ligação:

- Oi mãe, já chegou? – falei sozinha no celular. – Até que enfim hein! Meu pai também veio? Ah, que bom que ele sabia o caminho. Onde vocês estão? Ah tá, estou indo praí, para em algum lugar visível que eu acho vocês.

E assim, me levantei pegando uma das garrafas de água que estavam ao meu lado no banco e fui andando em direção a rampa que atravessa a avenida em frente ao Vivo Rio. Quando eu já estava do outro lado, olhei para trás com a intenção de ver se o estranho me seguia, mas o avistei ainda sentado no banco e fiquei mais tranquila.

Agora me veio um dos maiores problemas: “Pra onde eu vou?”

Conversando com o Daniel fui andando pela rua meio perdida e sem saber pra onde ir. Passei em frente ao Odeon e estavam gravando alguma coisa, não deu pra eu ver do que se tratava. Pensei em sentar ali, mas percebi que algumas pessoas já estavam guardando seus pertences, o que indicou que as filmagens estavam perto do fim. Não parei.

Continuei andando passando por vários homens ridículos que mexeram comigo apesar de eu estar concentrada nos meus passos lentos e firmes e sacudindo a garrafa de água pra lá e pra cá afastando o silêncio que me atormentava.

Andei do final da Avenida Rio Branco até a Praça da Candelária (1,5km) e me senti aliviada ao me ver na Avenida Presidente Vargas, eu já não estava tão perdida assim. Isso me deu um novo ânimo para seguir andando, apesar do cansaço.

Quando cheguei à Central nem acreditei no que meus olhos me mostravam, a rodoviária estava cheia de gente bebendo e conversando apesar do horário ser bem tarde (2h).

Sentei no meio-fio para descansar daquela caminhada linda de mais de 3 km ao todo e não resisti em beber aquela água na minha mão. Daniel me chamou de maluca por isso, mas acho que andar pelo centro de madrugada sozinha me torna muito mais louca do que beber uma simples água largada num banco por fãs do 30 Seconds to Mars.

Fiquei lá sentada conversando com o Daniel por mais uma hora e descobri que tinha ônibus pro meu bairro, levantei correndo pra esperar o próximo ônibus e quando ele chegou dei sorte de parar bem na minha frente, o que me fez entrar antes de todo mundo que também ia pegar aquele ônibus e ser uma das poucas a conseguir um lugar para sentar.

Quando já estava sentada no ônibus indo para casa, mandei uma mensagem pro Daniel me despedindo e deixando-o livre pra tirar um cochilo antes de ir trabalhar (até hoje tenho pena dele por tê-lo feito ficar acordado até tarde, mas quem mandou ser um namorado perfeito??).

Liguei o player do celular, coloquei meus fones de ouvido e abaixei a cabeça. Apaguei na mesma hora. Só acordei quando já estava quase chegando ao shopping do meu bairro. Arrumei o cabelo, guardei o celular e o fone de ouvido e fiquei esperando chegar ao centro do bairro pra descer e pegar o outro ônibus até a minha casa.

Já dentro do primeiro ônibus que partia pra onde eu moro, voltei a ouvir um pouco de Jay Vaquer (cantor nacional perfeito) no celular e observar as pessoas que pegavam o ônibus para ir trabalhar àquela hora da madrugada (4h).

Cheguei em casa ainda não tinha amanhecido direito e minha mãe já estava levantando pra ir trabalhar, rapidamente coloquei o pijama e me joguei na cama antes que ela visse a hora que eu cheguei em casa.

Antes de apagar em sono profundo novamente, suspirei e agradeci por ter sobrevivido a esta saga incrível que acabei de contar pra vocês.

(Fim.)

2 comentários:

Onslaught disse...

Incrivel Dani!!!! Só vc pra contar uma historia com tanta emoção e conseguir prender o leitor!!!!^^
Nada melhor pra comemorar seu niver do que presentear os leitores com algo interessantíssimo pra ler! =P
(como eu disse ontem, vc parece propaganda de supermercado: 'No niver da Dani, quem ganha é você!!!')
ahuahuahUahuhauh!!
te amo muitao nanica!

Valquíria Paula disse...

Não resisti em acompanhar sua saga e, apesar de achar vc meio louca, fiquei impressionada com a história.
Ah... e vc escreve muito bem, parabéns!!!