quinta-feira, 28 de abril de 2011

Palavras soltas ao vento.

Eu me esforcei para não dar o braço a torcer e não passar por covarde. Sempre neguei e recusei tudo o que me impunham, mas eu não fui sempre assim.

Traumas me acompanham por toda a vida e sinto que nunca vão me deixar. Sinto-me impotente e um tanto idiota.

Pior do que tudo o que eu já vivi seria ter que voltar atrás em todas as palavras que proferi com tanto empenho em fazê-las pareceram reais.

Difícil é dizer o que sinto agora e conseguir distinguir a verdade da ilusão. Difícil é saber se te amo ou não.

E se for mesmo verdade o que sei sobre você? Nem mesmo sei o que pensar, muito menos por aonde ir.

Mas a sua presença me conforta de alguma forma. Ter você por perto pode ser a única coisa da qual eu precise agora. E quando eu digo agora, quero dizer para sempre, sabendo que pra sempre é tempo demais.

Vejo sua sombra, ouço sua voz, mas não quero lhe falar que senti saudades. Não quero lhe falar que és importante para a minha humilde existência.

segunda-feira, 25 de abril de 2011

18 days. I'm sorry.

Depois de um tempo sem dar as caras por aqui, cá estou eu de volta para os vossos braços (e olhos) para pedir desculpas sinceras pelo meu desaparecimento repentino.
Tive alguns imprevistos em minha vida particular e por este motivo ficou praticamente impossível arrumar um tempo com alguma inspiração para postar algo digno aos meus (poucos) leitores.
Agora minha prioridade é terminar a série 'Paloma' que comecei a postar aqui e a série 'A Garota da Rua à Direita' no Blog do Raffa.
Algumas 'Palavras soltas ao vento' também serão postadas em breve pois agora me sinto muito inspirada e motivada a manter o blog ativo.
Novamente peço desculpas aos que se sentiram desapontados ao acessarem o blog e não encontrarem novos posts.
Grata pela compreensão.
Finnegan.

quinta-feira, 7 de abril de 2011

07/04/2011

Firework

Do you ever feel
Like a plastic bag
Drifting through the wind
Wanting to start again

Do you ever feel,
Feel so paper thin
Like a house of cards
One blow from caving in

Do you ever feel
Already buried deep
Six feet under screams
But no one seems to hear a thing

Do you know that there's
Still a chance for you
Cause there's a spark in you

You just gotta
Ignite the light
And let it shine
Just own the night
Like the 4th of July

Cause baby you're a firework
Come on show 'em what you're worth
Make 'em go "Ah, ah, ah!"
As you shoot across the sky "Ah, ah!"

Baby you're a firework
Come on let your colors burst
Make 'em go "Ah, ah, ah!"
You're gonna leave them all in "awe, awe, awe"

You don't have to feel
Like a wasted space
You're original,
Cannot be replaced
If you only knew
What the future holds
After a hurricane
Comes a rainbow

Maybe a reason why
All the doors are closed
So you could open one that leads
You to the perfect road
Like a lighting bolt,
Your heart will glow
And when it's time, you'll know

Boom, boom, boom
Even brighter than the moon, moon, moon
It's always been inside of you, you, you
And now it's time to let it through

quarta-feira, 6 de abril de 2011

Happy Fucking Birthday to me!

Idade Se Eu Quiser
Jay Vaquer

Tenho a idade que eu bem entender
o suficiente pra mim e o bastante pra você
e você quer meu R.G.
é que não sigo um manual, nem guia do que deve acontecer
do que se deve fazer

Se já tá tarde
se ainda é cedo
se tenho saco
se tenho medo

O que você aínda quer saber
como devo pensar
o quanto devo durar
ou se preciso casar

Tenho a idade que eu quiser
tenho o tempo que vier
tenho até a cara que você me der
perfeito
bom proveito
escolha meu defeito e me dê

Quantas frunstrações acumuladas
doenças
quantas porradas
namoradas

Se tou acabado
Bem conservado
Irresponsável
um fracassado

Se a idade é que decide
Se resolve e proibe
Se é culpa do tempo
Lamento.

terça-feira, 5 de abril de 2011

29/03/2011 - A Saga (Quarta parte. Final.)

Pois é, chegamos a ultima parte desta minha saga para assistir ao show de uma das minhas bandas favoritas: 30 Seconds to Mars. Espero que tenham gostado até agora e que eu consiga fechar a saga com chave de ouro. Agradeço a quem acompanhou, é muito importante pra mim a visita de vocês. Sem mais delongas, aí vai:

29/03/2011 (Quase madrugada) – Depois de descansar um pouco, liguei para o celular da Raíssa (amiga echelon louca), mas ela não atendia de jeito nenhum. O tempo foi passando e nada de eu conseguir contatar ela, eu já estava ficando preocupadíssima com esse sumiço repentino e não parava de ligar pro celular da Raíssa.

30/03/2011 (Madrugada) – Depois de meia hora tentando, finalmente consegui falar com minha amiga Raíssa e ela já estava dentro do carro indo para casa, me senti muito aliviada em saber que ela estava bem. Ainda conversamos um pouco pelo celular eufórica com o show perfeito que havíamos acabado de assistir e em como não acreditávamos naquele sonho.

Depois que desliguei a chamada com a Raíssa ainda dei de cara com os dois meninos do trem e eles me deram um sorriso de longe, mas não fui falar com eles, afinal o que eu diria?!

Procurei novamente um lugar pra sentar e fiquei pensando: “Como vou embora pra casa a essa hora?” (00h30min). Aí mandei uma mensagem de texto pro celular do Daniel (namorado) e acabou que fiquei conversando com ele via torpedo a madrugada inteira.

Sentada num banco em frente ao Vivo Rio fiquei observando as pessoas sentadas nos outros bancos. Todos em grupo conversando ou sobre o show ou sobre o que eles iriam fazer depois dali. Senti-me bem estranha estando ali sozinha, mas seria pior se eu não estivesse ali, com certeza.

Com o tempo as pessoas foram indo embora até que só restei eu e mais dois grupos naqueles bancos. Um grupo continha uma menina e dois meninos (um deles não parou de me encarar) e o outro grupo era formado de duas meninas e um menino (uma dessas meninas também ficava me olhando às vezes).

Cansada, deitei no banco ainda observando os movimentos dos grupos e conversando com o Daniel por mensagem. Um dos grupos (o composto por dois meninos e uma menina) levantou e também foi embora. Resolvi levantar e ficar sentada novamente, pois o banco de concreto não era nada confortável para a minha coluna.

Quando me virei para o único grupo que sobrou, estavam os três se beijando e até agora me lembro do nojo enorme que senti ao assistir aquela cena. Nunca tive preconceito com isso e com quem faz esse tipo de coisa, todos sabem por que, mas eu presenciar aquela cena não foi muito bom para o meu estômago.

Minutos depois eu estava sozinha nos bancos, o grupo moderno foi embora olhando para trás a todo o momento e vi quando um deles ameaçou voltar, não sei se para falar comigo ou outro motivo.

Resolvi mudar para um banco com uma visão melhor do local, principalmente porque ali era um local perigoso e eu precisava ficar de olho nos locais por aonde as pessoas chegavam e saíam dali. No banco onde sentei havia duas garrafas de água pela metade e eu estava morta de sede, nem me lembro quando fora a última vez que bebi água antes do show.

Enquanto eu respondia freneticamente as mensagens de texto do Daniel, um policial que vazia a ronda ali num carrinho (igual carrinho de golfe, sabe?) passou por perto de mim e parou para conversar comigo.

- Você ficou sozinha né?

- Pois é. – respondi sem graça.

- Vai vir alguém aqui te buscar?

Na mesma hora em que o policial perguntou isso um homem de caráter duvidoso apareceu de repente e sentou-se no banco ao lado.

- Sim, minha mãe está vindo de carro. – Eu não sei mentir, mas nessa hora foi mais que preciso, com aquele homem sentado ali do lado ouvindo a conversa, sabe-se lá o que ele faria quando o policial fosse embora.

- Ah, então vou esperar você ir embora pra eu entrar, mas cuidado que aqui é bem perigoso. – ele terminou.

- Sim, tudo bem, minha mãe já está vindo. Obrigada.

Passados alguns minutos, o homem estranho continuava sentado ali olhando pro nada, então peguei o celular e fingi que havia recebido uma ligação:

- Oi mãe, já chegou? – falei sozinha no celular. – Até que enfim hein! Meu pai também veio? Ah, que bom que ele sabia o caminho. Onde vocês estão? Ah tá, estou indo praí, para em algum lugar visível que eu acho vocês.

E assim, me levantei pegando uma das garrafas de água que estavam ao meu lado no banco e fui andando em direção a rampa que atravessa a avenida em frente ao Vivo Rio. Quando eu já estava do outro lado, olhei para trás com a intenção de ver se o estranho me seguia, mas o avistei ainda sentado no banco e fiquei mais tranquila.

Agora me veio um dos maiores problemas: “Pra onde eu vou?”

Conversando com o Daniel fui andando pela rua meio perdida e sem saber pra onde ir. Passei em frente ao Odeon e estavam gravando alguma coisa, não deu pra eu ver do que se tratava. Pensei em sentar ali, mas percebi que algumas pessoas já estavam guardando seus pertences, o que indicou que as filmagens estavam perto do fim. Não parei.

Continuei andando passando por vários homens ridículos que mexeram comigo apesar de eu estar concentrada nos meus passos lentos e firmes e sacudindo a garrafa de água pra lá e pra cá afastando o silêncio que me atormentava.

Andei do final da Avenida Rio Branco até a Praça da Candelária (1,5km) e me senti aliviada ao me ver na Avenida Presidente Vargas, eu já não estava tão perdida assim. Isso me deu um novo ânimo para seguir andando, apesar do cansaço.

Quando cheguei à Central nem acreditei no que meus olhos me mostravam, a rodoviária estava cheia de gente bebendo e conversando apesar do horário ser bem tarde (2h).

Sentei no meio-fio para descansar daquela caminhada linda de mais de 3 km ao todo e não resisti em beber aquela água na minha mão. Daniel me chamou de maluca por isso, mas acho que andar pelo centro de madrugada sozinha me torna muito mais louca do que beber uma simples água largada num banco por fãs do 30 Seconds to Mars.

Fiquei lá sentada conversando com o Daniel por mais uma hora e descobri que tinha ônibus pro meu bairro, levantei correndo pra esperar o próximo ônibus e quando ele chegou dei sorte de parar bem na minha frente, o que me fez entrar antes de todo mundo que também ia pegar aquele ônibus e ser uma das poucas a conseguir um lugar para sentar.

Quando já estava sentada no ônibus indo para casa, mandei uma mensagem pro Daniel me despedindo e deixando-o livre pra tirar um cochilo antes de ir trabalhar (até hoje tenho pena dele por tê-lo feito ficar acordado até tarde, mas quem mandou ser um namorado perfeito??).

Liguei o player do celular, coloquei meus fones de ouvido e abaixei a cabeça. Apaguei na mesma hora. Só acordei quando já estava quase chegando ao shopping do meu bairro. Arrumei o cabelo, guardei o celular e o fone de ouvido e fiquei esperando chegar ao centro do bairro pra descer e pegar o outro ônibus até a minha casa.

Já dentro do primeiro ônibus que partia pra onde eu moro, voltei a ouvir um pouco de Jay Vaquer (cantor nacional perfeito) no celular e observar as pessoas que pegavam o ônibus para ir trabalhar àquela hora da madrugada (4h).

Cheguei em casa ainda não tinha amanhecido direito e minha mãe já estava levantando pra ir trabalhar, rapidamente coloquei o pijama e me joguei na cama antes que ela visse a hora que eu cheguei em casa.

Antes de apagar em sono profundo novamente, suspirei e agradeci por ter sobrevivido a esta saga incrível que acabei de contar pra vocês.

(Fim.)

segunda-feira, 4 de abril de 2011

29/03/2011 - A Saga (Terceira parte)



Chegando na bilheteria percebi que havia uma fila média para comprar ingressos e fiquei um pouco mais tranquila com aquilo. Cambistas ainda me pararam pra oferecer ingresso pro show, mas neguei ao ver que eram cortesia (fã que é fã compra o ingresso e não tenta passar a perna nos ídolos!).
Enquanto estava na fila tentei ligar para a Raíssa (citada no primeiro post da saga) mas ela não atendia de jeito nenhum. O tempo foi passando e eu cada vez mais nervosa com medo de que os ingressos acabassem antes que eu pudesse comprar o meu. Ainda achei uma chave caída no chão que mais tarde entreguei ao segurança que estava organizando a fila da bilheteira (sensação de fazer a coisa certa é a melhor coisa que tem).
Fiquei quase 1h na fila (sem exageros) e finalmente chegou a minha vez. Meu nervosismo foi ao extremo, eu não conseguia achar minha carteira dentro da bolsa, mas enfim, o ingresso estava em minhas mãos!
Sem perder mais tempo, fui logo para dentro do Vivo Rio, naquela hora (21h) já não tinha mais fila para entrar e isso foi um alívio. Ainda parei na loja oficial da banda, mas não tive coragem de comprar nada, pois tudo era caro demais para o meu bolso (com certeza compraria tudo se pudesse).
Então, resolvi ir pra Pista (meu setor) e procurar o melhor lugar possível. Sem pensar comecei a seguir um menino que andava tranquilo na minha frente e invadi a Pista Premium (setor mais próximo do palco) por falta de atenção do segurança que conversava sem parar. Mas logo outro segurança viu que eu estava sem a pulseira da Pista Premium e eu disfarcei e sai correndo (foi por pouco ?!).
De volta na Pista Comum, comecei a me enfiar por entre as pessoas procurando algum lugar onde não tivesse uma girafa na minha frente que atrapalhasse minha visão do palco, mas levando em consideração que eu só tenho 1,62 de altura, essa foi uma tarefa difícil!
Finalmente achei um lugar razoável no canto direito do palco, fiquei a uma distância de 3 pessoas da grade da Pista Comum, era o máximo que eu conseguiria entrando tão tarde na casa de shows.
A espera pelo início do show foi árdua, eu não via a hora de ver meus ídolos ali na minha frente. E uns 10 minutos antes do começo da apresentação, um funcionário (não sei se do Vivo Rio ou da banda) tirou o pano que cobria a bateria e eu fiquei emocionada em ver que a mesma estava posicionada no canto direito do palco, bem perto de onde eu estava.
Mais alguns minutos de espera e as luzes se apagaram anunciando o início daquele espetáculo. Como eu não lembro a ordem de todas as músicas no show, pesquisei a setlist e aí está!

Escape
Night of Hunter
Attack
Vox Populi
A Beautiful Lie
Search & Destroy
This Is War
L490
---------------------------
Acoustic Set
From Yesterday
Fantasy
----------------------------
The Kill
Closer to The Edge
----------------------------
Hurricane
Kings and Queens

Vale lembrar que não tenho certeza se essa é a setlist do show do Rio, mas se não é, está bem parecida!
Quero comentar agora sobre o momento em que eles tocaram algumas músicas, por exemplo:
- Attack - Foi uma das músicas em que o público mais pulou e gritou, perdi as contas de quantas vezes pisaram no meu pé, mas isso nunca ia me chatear assistindo o show do 30 Seconds to Mars tão de perto!
- A Beautiful Lie - Uma das músicas mais gritadas do show, simplesmente emocionante!
- Search & Destroy - Ficou na minha cabeça pelo resto da noite o momento em que o Jared cantou essa música e todos acompanharam como um hino.
- The Kill - Com certeza a música mais conhecida do público e a mais pedida nos momentos de silêncio da banda. Aqui vai um vídeo do momento em que eles cantaram essa música no show. (O vídeo não é meu, só achei no youtube): http://www.youtube.com/watch?v=WWJsIu4ESOU
- Closer to The Edge - Nessa música eu já havia sido empurrada pra todos os lados e me vi mais para trás de onde estava originalmente. Estava exausta e resolvi sair da multidão, achei um lugar mais tranquilo lá atrás e lá fiquei curtindo o show de longe.
- Hurricane - Para a minha surpresa foi a unica música que chorei em todo o show. Não que a música seja ruim, pelo contrário, é perfeita. Mas eu esperava chorar em CTTE ou A Beautiful Lie.
- Kings & Queens - Foi bem demorada pelo fato de o Jared parar para tirar foto do público (a mesma que postei no início deste post) e ainda chamar os fãs que estavam mais próximos do palco para subir e cantar junto com a banda. Confesso que morri de inveja de quem teve o privilégio de subir no palco junto com o 30 Seconds to Mars, mas da forma que eu estava cansada, acho que não conseguiria nem permanecer de pé lá em cima.

Bem, fim de show... O que fazer agora? A única coisa que eu pensava era sair e procurar um lugar para sentar, minhas pernas não aguentavam mais o peso do meu próprio corpo. Sentei na beira da 'piscina' em frente ao Vivo Rio e a primeira coisa que fiz foi pegar o celular e twittar: "O melhor show da minha vida!"

(Pra quem pensou que a saga acaba aqui, senta que ainda tem história!! A última parte da minha aventura será postada em breve e prometo que valerá a pena tanta leitura! Espero que estejam se divertindo ao ler minhas loucuras! A penúltima parte termina aqui. Vejo vocês na despedida tensa do Vivo Rio [próximo post])
(Continua...)

sexta-feira, 1 de abril de 2011

29/03/2011 - A Saga (Segunda parte)



Depois de passar por todas as aventuras do post anterior você pensaria: Ufa, agora sim ela vai pro show tranquila!" - Pois é, eu também pensei isso na hora, mas nem tudo é como a gente quer!

Continuando:

29/03/2011 (Noite) - Eu, a Jeannine e o Dudu (amigo dela que eu não faço ideia porque eu lembro do nome dele) descemos de volta para a loja e me despedi correndo da minha amiga e voei pra estação de trem. Lógico que na mesma hora me lembrei do Daniel (meu grande amor) e ainda mandei uma mensagem de texto para o celular dele assim que entrei no trem e me sentei, logo depois postei no twitter querendo xingar minha amiga Pam (já citada no post anterior) por ter me convencido a furar o nariz - "Vou matar a pam q disse q nao ia doer!! Mas ta bonitao! To no trem c/ ar condicionado, partiu!".
A viagem de trem foi longa, mas tive sorte de estar vazio e ter lembrado de pegar os fones de ouvido. Fui durante o caminho ouvindo toda a discografia do Jay Vaquer (Cantor de rock nacional perfeito) e mandando várias mensagens pro Daniel e mais algumas pro Twitter (contando à Pam como foi furar o nariz).
Chegando na estação da Central fui caminhando para os primeiros vagões do trem e vi dois meninos (bonitinhos até, mas só tenho olhos pro Daniel ok?!) com a blusa do 30 Seconds to Mars. Pensei em falar com eles, mas fiquei com vergonha demais pra isso e como eu não estava usando uma blusa da banda, não tinha como eles adivinharem que eu também ia pro show.
Saí do trem logo atrás deles e atravessei um outro trem que estava parado na plataforma (de certa forma achei aquilo o máximo, nunca tinha feito isso na vida). Quando percebi que eles estavam perdidos resolvi parar de segui-los e ir pra estação do metrô que eu já sabia onde era.
Comecei a correr feito louca, desci a escada rolante pulando os degraus e finalmente estava na plataforma do metrô. Surgiu a dúvida: "De qual lado é o metrô que eu vou pegar?". Andei por ali tentando desfarçar minha cara de perdida e finalmente achei um mapa das linhas e descobri qual metrô pegar.
Me posicionei onde a porta do metrô deveria ficar quando o mesmo parasse na estação e fiquei lá cantando baixinho "Closer to the Edge" (um single da banda). Na hora em que o metrô estava chegando avistei os dois meninos do trem descendo a escada rolante e pensei: "Hmm, estão ficando espertos!".
Entrei e procurei um lugar perto da porta para ver o mapa das estações que fica colado ali e não acabar passando da estação. Eu tinha visto no Google Maps que era pra descer na Cinelândia, mas quando olhei o mapa vi que tinha uma estação no Flamengo (O Vivo Rio se localiza no Aterro do Flamengo, então raciocinei que a estação do Flamengo deveria ser mais próxima) e eu pensei: "E agora?".
Mas fui esperta e pensei: "A estação do Flamengo pode até ser mais perto, mas eu não vou saber o caminho, vou descer na Cinelândia que já é garantido." E o fiz. Logo antes de levantar olhei pelo canto do olho se os meninos pretendiam descer na mesma estação e vi que sim, então fiquei aliviada. Sai do Metrô correndo e subi as escadas igual a uma bala. Mas quando saí da estação não sabia pra que lado era o meu caminho e de novo veio a dúvida.
Resolvi simplesmente seguir meu instinto e escolhi um dos lados. Depois de alguns passos apressados comecei a reconhecer o lugar e me senti melhor por não estar tão perdida, Pensei: "No show do Paralamas do Sucesso (dispensa explicação) que eu fui no Vivo Rio com o Wellington (ex-namorado e grande amigo) eu passei por aqui. Estou no caminho certo, ufa!".
Perdi muito tempo tentando atravessar a Avenida em frente ao Vivo Rio, porque havia me esquecido completamente que tem uma rampa de pedestres logo a frente. Já estava mais nervosa do que o normal e xingava todos os carros que passavam em alta velocidade na pista.
Quando finalmente consegui atravessar correndo, ainda parei para pedir informação sobre onde era a entrada para a casa de show, já havia passado da hora de poder tentar arriscar (o relógio devia marcar por volta das 20h).
O frio na barriga começou a me consumir enquanto corria em direção à bilheteria rezando para que não estivesse fechada e ainda tivessem ingressos suficientes para que eu pudesse assistir ao show sem precisar voltar para casa frustrada.

(Continua...)