sábado, 26 de março de 2011

Palavras soltas ao vento.

– Um dia todo mundo morre mesmo! – ele disse olhando seu reflexo no espelho.

Aquele homem, em corpo de senhor, se sentia vazio, não sabia qual caminho seguir nem em quem confiar. Encontrava-se sozinho em seu escritório pensando sobre todas suas decisões até ali e se havia feito as escolhas certas.

– Estou sozinho agora... – continuou a conversar com o espelho.

Era recomendação de sua psicóloga. – Quando não tiver com quem conversar, converse consigo mesmo, sente-se na frente do espelho e abra seu coração para ele. – E mesmo que ele tivesse achado uma bobagem aquele conselho, ele o fez.

– Daqui não tem mais volta. – Falou com os olhos imersos em lágrimas.

Não sabia ao certo porque proferira tantas palavras e nem ao menos o que elas significavam, estava se deixando levar pelo sentimento. Não tinha censura e nem hipocrisia, ali era ele mesmo conversando com ninguém menos do que ele mesmo. Não havia motivos para ter medo ou vergonha.

– Ninguém vai se importar...

– Este é o meu fim.

Suas últimas palavras foram devastadoras, mas como ele disse, estava sozinho. Ninguém se importará com o futuro ou perguntará sobre os ‘se’ da vida: ‘SE tivesse acontecido isso’, ‘SE ele tivesse escolhido lutar’...

Esses foram seus últimos 10 minutos, os 10 minutos mais dramáticos de sua vida. E aqui fica a pergunta: o que o levou a isso?

Um comentário:

Onslaught disse...

Que triste. Pois eh entao q digo: Faça cada segundo valer a pena, faça isso AGORA. Afinal, uma certa pessoa me disse uma das maiores verdades q ja ouvi : "Esperar pra q?".