quinta-feira, 24 de março de 2011

Palavras soltas ao vento.

Deitada em minha cama com fones de ouvido tocando uma música suave e baixa, o quarto estava totalmente escuro embora eu fechasse os olhos procurando por mais escuridão. Eu não sei o que se passava em minha mente naquele momento, talvez me perturbasse os ruídos na casa ao lado de uma reza persistente de senhoras pecadoras e hipócritas.

Senti como se alguém estivesse sentando ao meu lado, me virei e abri os olhos: não havia ninguém. Não achei nada estranho. Tornei a fechar os olhos e senti sua presença ao meu lado novamente, não senti medo como nas outras vezes, de alguma forma aquilo me acalmava e os pensamentos depressivos se esvairam como fumaça na minha mente.

Desta vez não tentei procurá-lo, permaneci com os olhos fechados, apertei-os um pouco a fim de trazê-lo para perto, mas isso o assustou e sem que eu pudesse perceber, ele se foi. Eu já não sentia sua presença e novamente estava sozinha no quarto tentando encontrar respostas para perguntas que desconheço.

Mas estou satisfeita, por alguns segundos senti a paz que não senti durante a vida toda.

Nenhum comentário: