quinta-feira, 31 de março de 2011

29/03/2011 - A Saga (Primeira parte)

Com um pouco de atraso venho aqui postar a ‘saga’ que foi para eu conseguir ir ao show do 30 Seconds to Mars no dia 29 (terça-feira). O post será extenso, então preparem-se para ler bastante e dar algumas risadas comigo!

Aí vai:

28/03/2011 (Madrugada) – Era bem tarde, eu estava sem sono conversando no MSN, quando fui olhar os contatos que permaneciam online vi o Ricardo (amigo meu de muitos anos) e me lembrei na mesma hora que eu ele havia me prometido comprar o ingresso pro show do 30 Seconds to Mars se eu lhe fizesse um favor (que eu realmente fiz contrariando todos os meus princípios, mas fiz).

Chamei o Ricardo pelo MSN já perguntando do ingresso logo de cara e ele assumiu que estava me devendo isso, conversamos durante algum tempo sobre isso, mas como era bem tarde não resolvemos nada e ele saiu porque teria de acordar cedo no dia seguinte. Fiquei bastante apreensiva de ele tentar me enrolar para não comprar o ingresso.

28/03/2011 (Manhã) – Acordei, como de costume, às 9 da manhã e fui direto pro MSN. Chamei o Ricardo novamente pelo MSN (ele já estava no trabalho), mas ele não respondeu, comecei a ficar mais apreensiva com isso. O dia inteiro se passou e nada de ele me responder.

28/03/2011 (Noite) – Já era por volta das 23 horas quando o Ricardo entrou no MSN e falou comigo. Pediu desculpas por não ter respondido antes, pois estava no trabalho e o dia fora muito corrido na empresa. Começamos a conversar novamente sobre o ingresso que ele me devia e resolvemos o seguinte:

Eu iria encontrá-lo no dia seguinte no shopping às 20 h pra pegar o dinheiro do ingresso e depois eu iria pro show (ele até queria ir, mas tinha aula na faculdade e não seria possível), combinamos tudo e ele saiu do MSN. Mas eu estava muito eufórica com a possibilidade de ir ao show de uma das minhas bandas preferidas e perdi completamente o sono. Continuei no MSN por algum tempo conversando principalmente com a Pam (nova amiga muito querida já).

29/03/2011 (Madrugada) - Depois que já não havia ninguém pra puxar assunto resolvi fazer as unhas (1 da manhã). Fiquei nisso até as 04h05min da manhã, quando resolvi ir deitar (sem sono) antes que meu pai levantasse e me desse aquele esporro.

Quando era 04h30min começou a cair uma tempestade de raios aqui, nem chovia nem ventava, eram apenas raios e trovões a todo o momento. Levantei correndo pra tirar o modem da tomada e fiquei me revirando na cama depois pra conseguir dormir. Fiquei apenas pensando em como seria ir pro show com o tempo ruim.

29/03/2011 (Manhã) – Acordei às 09h e liguei o MSN rapidinho, pois eu tinha bastante coisa pra fazer naquele dia. Mas meu plano não foi bem sucedido, fiquei tempo demais na frente do notebook tentando consolar o Victor (meu melhor amigo) e criando forças pra levantar da cama. Só quando o relógio marcava 11 horas tomei coragem e levantei para me arrumar e sair para resolver os milhares de coisas que me esperavam naquele dia.

29/03/2011 (Tarde) – Devia ser por volta do meio dia quando passei na loja da Jeannine (amiga fofa que adoro) e matei saudades dela. Conversamos bastante e antes de eu ir embora ela me deu de presente um piercing pro nariz (como se a Pam já não tivesse me atentado o bastante pra eu furar).

Cheguei à casa de Cecília por volta das 13 h, almocei e fui tirar dinheiro na casa lotérica pra poder ir comprar meu ingresso no posto. Voltei pra casa de Cecília, descansei da caminhada e fui ao posto de venda da Ingresso Rápido daqui do bairro.

Cheguei lá estava sem internet e não dava pra eu comprar meu ingresso (muito azar). Voltei pra casa dela tentando arquitetar uma forma de conseguir comprar o ingresso logo. Mandei uma mensagem de texto pro celular do Ricardo avisando que não daria tempo de encontrá-lo antes do show e que eu iria buscar o dinheiro no dia seguinte. Olhei no Google Maps o modo mais rápido de ir pro Vivo Rio e fui me arrumar pra sair (17h).

29/03/2011 (Noite) – Passei novamente na loja da Jeannine, agora com a intenção de colocar o piercing e comprar as argolas que a Raíssa (nova amiga ParaLover e Echelon que eu adoro) pediu. Fiquei lá durante um tempo esperando pra subir pro quadrado do terror (acabei de batizá-lo assim!).

Quando cheguei lá em cima pra furar comecei a ficar nervosa demais, sentei na caminha que tem lá e o nervosismo aumentou ainda mais. Até agora a imagem da Jeannine colocando as luvas me aterroriza! Enrolei um pouco, mas tinha que tomar coragem logo ou não daria tempo de ir ao show.

Finalmente fiquei quieta para ela conseguir furar meu nariz e sem dó nem piedade ela o fez. Lembro-me da dor extrema que senti, mas não gritei nem nada, fiz só uma careta que deve ter sido muito feia.

Depois que ela terminou comecei a sentir um enjoo, pensei que ia vomitar (eca), aí levantei querendo ir ao banheiro, mas fiquei tonta e ela me colocou sentada numa cadeira e me deu um pouco de sal, pedi um copo d’água logo em seguida e fiquei sentada ali durante alguns minutos pra eu me recuperar totalmente.

(Continua... [Fazer suspense é tão legal!!])

sábado, 26 de março de 2011

26.03.2011


Fomos
Jay Vaquer

Cabe alguma explicação?
Medos que não eram nossos
Nunca foi nossa intenção
Espalhar tantos destroços
O que fomos não será
Definido por palavras fáceis
Que alguém dirá
Não estará nos calendários, dicionários
Nem nas buscas do google

Quis manter meus pés no chão
Despenquei do mesmo jeito
Na tábua de salvação
Escorreguei, mais um defeito
Não sabia o que esperar
E esperei pelo pior
Mas o pior foi piorar
Quando eu entendi que te perdi
Por me perder
Ao ser o que eu não era
Hoje eu sei...
Hoje, eu só

(Homenagem a dois amigos que eu adoro)

Paloma pt. 3


Estávamos num campo aberto com um grupo sentado no chão conversando baixinho ela pegou minha mão e me levou para perto – Sente-se onde quiser - ela disse sem desviar o olhar de um senhor de idade que estava sentado à frente do grupo e não parava de falar nem sequer para tomar fôlego.

Quando chegamos bem perto, tomei um lugar atrás de todos e me sentei cruzando as pernas, Paloma permaneceu em pé e com certo tempo ali, começou a andar em círculos, em volta do grupo aparentemente tão interessado na história do senhor de cabelos grisalhos que nem olharam para nós enquanto estivemos presentes naquela pequena reunião isolada do mundo.

Depois que terminei de examinar todos os jovens sentados a minha frente e, principalmente o velho que tagarelava sem parar, comecei a prestar atenção no monólogo que acontecia a minha frente.

A conversa era realmente sobre vampiros, percebi de cara. Ele explicava a origem, como vivem (ou sobrevivem), os mitos, as verdades enfim, era uma aula intensiva sobre vampiros e seus mistérios.

Enquanto ele discursava, eu acenava negativamente com a cabeça a todo o momento, não acreditando nas palavras proferidas por um velho que não tinha o que fazer. Ao perceber, Paloma chamou minha atenção imediatamente.

- Preste atenção no que ele diz, só depois tire suas conclusões. – ela disse irritada.

- Tudo bem, mas ainda assim isso tudo parece uma baboseira. – o que realmente não conseguia sair da minha cabeça é como nós chegamos ali.

- Os vampiros podem sim sair a luz do dia, quem inventou isso era um fiçurado em morcegos e achou que seria divertido comparar vampiros e morcegos apenas pelo fato de algumas espécies de morcegos, assim como algumas espécies de vampiros, se alimentam de sangue. – O senhor continuou encarando cada jovem a sua frente.

Até que algumas coisas que ele disse fizeram algum sentido para mim, mas eu não seria tão fácil de convencer assim, seria preciso muito mais discursos e alguns beijos (beijos estes da Paloma, é claro) para me fazer mudar de idéia.

Quando todo o discurso terminou e finalmente aquele senhor respirou um pouco de ar campestre eu levantei minha mão lá atrás para fazer uma pergunta, Paloma estava de costas para mim no momento e então eu proferi as seguintes palavras:

- Senhor, com todo o respeito, de onde saiu tanta besteira? – Eu tinha que tirar sarro de toda aquela historinha.

- Ele não pode te ouvir. – Paloma disse virando-se para me encarar.

- Além de tudo o velho é surdo?

- Não, ele não sabe que estamos aqui, por isso não nos vê nem nos ouve, mas com certeza sente nossa presença. – Ela explicou.

- Por que eu acreditaria nisso? Ou em tudo o que ele disse? – Indaguei já cansado de toda aquela palhaçada em que ela me meteu.

- É simples, nós estamos em outra dimensão, podemos ver tudo e todos daqui sem que nos vejam, mas alguns sensitivos, como ele – ela apontou para o senhor que olhava para os lados como se procurasse alguém em particular – podem nos sentir como espíritos de pessoas que já morreram.

Paloma fez uma breve pausa, se aproximou de mim e pegou novamente aquele objeto que muda de cor.

- Isto nos trouxe até aqui. É uma pedra Guist, existem muito poucas delas no mundo, dez exemplares para ser mais exata. A Guist tem o poder de nos transportar para o local que quisermos na dimensão que estiver vazia, para não haver problemas entre seus usuários.

- E como você conseguiu uma dessa então?

- Esta é uma pergunta simples, mas tem uma resposta bem complicada e ainda não é hora de entrarmos nesse tipo de detalhe. – Ela disse desviando o olhar.

- Tudo bem, o que faremos agora? Preciso voltar para casa logo!

Eu não estava dispensando aquela mulher maravilhosa, mas aquela história estava começando a me irritar e eu comecei a pensar que talvez transar com ela não valesse tanto a pena assim. Estava cansado demais para qualquer coisa, até para histórias de vampiros, chapeuzinho vermelho e lobo mau.

Paloma se aproximou de mim perigosamente, olhou em meus olhos e perguntou: “Agora você acredita em mim?”. Fiquei sem reação ao ver seu rosto tão próximo do meu, fixei meus olhos em sua boca provocante por alguns segundos e ela me beijou.

Palavras soltas ao vento.

– Um dia todo mundo morre mesmo! – ele disse olhando seu reflexo no espelho.

Aquele homem, em corpo de senhor, se sentia vazio, não sabia qual caminho seguir nem em quem confiar. Encontrava-se sozinho em seu escritório pensando sobre todas suas decisões até ali e se havia feito as escolhas certas.

– Estou sozinho agora... – continuou a conversar com o espelho.

Era recomendação de sua psicóloga. – Quando não tiver com quem conversar, converse consigo mesmo, sente-se na frente do espelho e abra seu coração para ele. – E mesmo que ele tivesse achado uma bobagem aquele conselho, ele o fez.

– Daqui não tem mais volta. – Falou com os olhos imersos em lágrimas.

Não sabia ao certo porque proferira tantas palavras e nem ao menos o que elas significavam, estava se deixando levar pelo sentimento. Não tinha censura e nem hipocrisia, ali era ele mesmo conversando com ninguém menos do que ele mesmo. Não havia motivos para ter medo ou vergonha.

– Ninguém vai se importar...

– Este é o meu fim.

Suas últimas palavras foram devastadoras, mas como ele disse, estava sozinho. Ninguém se importará com o futuro ou perguntará sobre os ‘se’ da vida: ‘SE tivesse acontecido isso’, ‘SE ele tivesse escolhido lutar’...

Esses foram seus últimos 10 minutos, os 10 minutos mais dramáticos de sua vida. E aqui fica a pergunta: o que o levou a isso?

quinta-feira, 24 de março de 2011

Palavras soltas ao vento.

Deitada em minha cama com fones de ouvido tocando uma música suave e baixa, o quarto estava totalmente escuro embora eu fechasse os olhos procurando por mais escuridão. Eu não sei o que se passava em minha mente naquele momento, talvez me perturbasse os ruídos na casa ao lado de uma reza persistente de senhoras pecadoras e hipócritas.

Senti como se alguém estivesse sentando ao meu lado, me virei e abri os olhos: não havia ninguém. Não achei nada estranho. Tornei a fechar os olhos e senti sua presença ao meu lado novamente, não senti medo como nas outras vezes, de alguma forma aquilo me acalmava e os pensamentos depressivos se esvairam como fumaça na minha mente.

Desta vez não tentei procurá-lo, permaneci com os olhos fechados, apertei-os um pouco a fim de trazê-lo para perto, mas isso o assustou e sem que eu pudesse perceber, ele se foi. Eu já não sentia sua presença e novamente estava sozinha no quarto tentando encontrar respostas para perguntas que desconheço.

Mas estou satisfeita, por alguns segundos senti a paz que não senti durante a vida toda.

sexta-feira, 18 de março de 2011

Secret Smile

Nobody knows it but you've got a secret smile
And you use it only for me
Nobody knows it but you've got a secret smile
And you use it only for me

So use it and prove it
Remove this whirling sadness
I'm losing, I'm bluesing
But you can save me from madness

Nobody knows it but you've got a secret smile
And you use it only for me
Nobody knows it but you've got a secret smile
And you use it only for me

So save me I'm waiting
I'm needing, hear me pleading
And soothe me, improve me
I'm grieving, I'm barely believing now, now

When you are flying around and around the world
And I'm lying alonely
I know there's something sacred and free reserved
And received by me only

(Só esta canção pode descrever o que sinto hoje e o que espero continuar sentindo daqui uns 50 anos... )

terça-feira, 15 de março de 2011

Buddha for Mary


He said, "Can you here me, are you sleeping"
She said, "Will you rape me now?"
He said, "Leave the politics to mad men"
She said, "I believe your lies"
He said, "There’s a paradise beneath me"
She said, "Am I supposed to bleed?"
He said, "You better pray to Jesus"
She said, "I don’t believe in god"

sexta-feira, 11 de março de 2011

Paloma pt. 2


Incrivelmente aquela jovem me atraía, eu sentia como se já a conhecesse de outras vidas e ela fosse uma pessoa muito amada por mim em todas elas. Eu não consegui tirar mais as minhas mãos de seu corpo e ela não parava de me beijar intensamente. Por um instante me esqueci que estávamos dentro de um vagão de trem e que eram quase 6 da manhã.

“Paloma” ela disse interrompendo um beijo e olhando no fundo de meus olhos. Eu a encarei sem entender o que disse ou o porquê disse naquele momento, então ela completou: “Meu nome é Paloma”. Sorri envergonhado por já tê-la agarrado sem nem mesmo saber seu nome e a soltei para me recompor.

- Eu não disse que era pra você parar, eu só disse o meu nome.

- Sim e o meu é Julian.

- Você está arrependido? – ela indagou.

- É claro que não, eu não tenho motivos para isso! – respondi constrangido.

Paloma então se aproximou mais uma vez e pegou minha mão direita colocando-a em uma de suas coxas, me olhou fixamente e respirou fundo. “Você me atrai.” Eu disse sem pensar e isso fez com que ela levantasse uma das sobrancelhas.

- E se eu lhe dissesse que não sou humana? Você acreditaria?

- Não. – respondi rispidamente.

- Bom, então eu lhe digo que não sou humana. – ela insistiu.

- Qual reação você espera que eu tenha? – perguntei curioso.

Eu realmente não acreditava nela, nunca acreditei em seres de outro mundo ou lendas urbanas. Ela me parecia uma jovem normal, uma rebelde sem causa que no momento devia estar drogada para inventar algo do tipo.

- Apenas acredite, pois minha intenção é que você também não seja.

- Então o que você acha que é, senão um ser humano normal como todos os outros?

Ela hesitou por um instante, mas antes de me responder me deu outro beijo intenso, molhado e cheio de desejo. Eu percebi então que o efeito do álcool que tomei naquela noite não havia passado ainda e fiquei imaginando a ressaca que estava por vir.

- Eu sou uma vampira.

- Tá bem, então por que você está em plena luz do dia dentro de um trem? Você não queima e nem brilha a luz do sol? – perguntei tirando sarro de sua invenção patética.

- Estranho como vocês se prendem a contos antigos e filmes mal-feitos. – ela constatou.

- O que eu posso fazer se você é a primeira vampira que conheço para me livrar desses paradigmas terríveis da sociedade? – Meu tom de sarcasmo não foi muito bem equilibrado.

- Você acha que estou brincando? Estou lhe dizendo isso porque daqui a exatos 23 minutos eu o transformarei em um vampiro, assim como eu.

- Então me explique senhora X-Man, você sai de dia e dorme a noite; você é vegetariana; vive no máximo 100 anos e ainda tem tempo de doar sangue para a cruz vermelha?

Ela me encarou com um olhar fulminante desta vez e pude perceber seu rosto ficar vermelho enquanto terminava minhas perguntas irônicas. Paloma me encurralou entre seu corpo e uma porta fechada do vagão vazio, retirou de um dos bolsos um objeto estranho, estava amarrado a uma corrente de ouro e se assemelhava muito a um cristal raro, tinha cor alaranjada e de modo que Paloma aproximava o objeto do meu rosto ele mudava sua cor para um vermelho intenso.

- O que é isso? - Perguntei curioso.

- Será que agora você vai começar a levar a sério o que eu digo? – ela disse ainda zangada.

- Talvez, se você começar a explicar suas afirmações.

- Sem problemas, espero que esteja preparado para uma viagem dentro deste vagão.

Ela realmente estava louca, só faltavam duas estações para terminar aquela linha e não estava muito longe de chegarmos a elas. Aquela ruiva de olhos claros então começou a dizer palavras estranhas, provavelmente uma língua estrangeira da qual eu nunca tinha ouvido falar, e eu senti o mundo a nossa volta girar mais ainda.

De repente nós estávamos em um lugar tão escuro que eu só conseguia enxergar seu nariz a pouquíssimos centímetros do meu, arregalei meus olhos e forcei-os a fim de enxergar além, quando repentinamente uma luz branca e forte se acendeu e machucou meus olhos de tal forma que os senti pegar fogo.

Sem saber o que estava acontecendo comigo, puxei Paloma para mais perto até que nossos corpos estivessem colados e ela disse sussurrando em meu ouvido: “Está tudo bem, é só a nossa viagem, nós vamos passar por coisa muito pior na volta.” Eu não sei se a intenção dela era realmente me confortar, mas sentir seu corpo junto ao meu era bem agradável.

(continua)

terça-feira, 8 de março de 2011

Dia Internacional da Mulher

E aí galera?!
Bom, hoje é o dia internacional da mulher e eu não poderia de postar algo especial hoje, então vou postar fotos das mulheres famosas que me inspiram ou já me inspiraram...


Hayley Williams - Cantora e compositora
(Paramore)


Katy Perry - Cantora e compositora


Fernanda Iglesias - Baixista
(Banda do Jay Vaquer)


Ke$ha - Cantora e compositora


Megan Fox - Atriz
(Transformers 1 e 2; Garota infernal)


Lady GaGa - Cantora e compositora


segunda-feira, 7 de março de 2011

Paloma pt. 1


Recostei-me numa pilastra e abaixei a cabeça na intenção de relaxar o pescoço, eram 5 da manhã e eu ainda não havia chegado em minha casa, estava exausto e dolorido, porém aquela noite fora a mais perfeita de toda a minha vida, até agora.

Poucas pessoas, assim como eu, esperavam o trem na estação. Observei-as disfarçadamente para não chamar atenção dos guardas alarmados com os grandes casos de roubos na região.

Um homem pardo sentado lendo o jornal, em especial a sessão de política. Um grupo de jovens que conversavam com fervor sobre o último jogo de futebol televisionado. Uma senhora aparentando ter 50 anos, vestida formalmente e carregava uma pasta preta. Uma jovem de mãos dadas a uma criança serelepe

E, por fim, mas não menos importante, uma jovem na faixa etária dos 19-20 anos, vestia-se no estilo punk, seus cabelos eram grandes, lisos e de cor vermelho vibrante. Estava apoiada em outra pilastra a uns 4 metros de distancia e se distraía com um livro de capa vermelha e relativamente grande.

Meus pés doíam e eu sentia o mundo girar a minha volta. Procurei um banco vazio para que pudesse descansar enquanto aguardava. Sentei-me em um banco de madeira um pouco mais próximo à jovem de cabelos vermelho. Senti seu olhar me penetrar, mas não tive coragem de encará-la de volta.

Cochilei sem perceber e acordei assustado com o barulho ensurdecedor do trem que chegava às 05h30min da manhã, uma manhã de segunda-feira calma, silenciosa e com um clima fúnebre. Apressei-me a entrar por uma das portas do trem relativamente vazio. Sentei no primeiro lugar que estava vago e quando realmente abri os olhos percebi que a jovem leitora estava senta na minha frente.

Na estação seguinte todos desceram e ficamos apenas eu e ela, um de frente para o outro. Eu a observava curioso, tentando entender suas correntes espalhadas, a bota de salto fino e gasto e o cachecol aparentemente deslocado de todo o estilo que ela trajava. Em alguns momentos nossos olhares se encontravam e eu desviava, tentando disfarçar o incômodo.

De repente ela se levantou e veio em minha direção, eu levantei a cabeça a fim de olhá-la nos olhos, mas aproveitei para percorrer seu corpo com desejo no olhar. Então ela quebrou o silêncio perturbador:

- Você pode me ajudar? – Sua voz era doce e pude perceber que ela tinha um piercing na língua enquanto falava comigo.

- Pois não? – Eu disse tentando não parecer nervoso com aquela abordagem inesperada.

Ela sentou-se ao meu lado e se inclinou para frente, me deixando tonto com aquela posição.

- Você acha que minha roupa está extravagante demais para visitar uma pessoa no hospital? – Ela perguntou com sua voz falhando, como se algo apertasse em sua garganta.

Era lógico que estava! Notava-se de longe a presença dela e suas roupas não eram muito discretas apesar de serem escuras.

- Bem... Err... – Fiquei sem jeito de responder a verdade, mas não queria iludi-la.

- Diga, estou pronta pra qualquer resposta. – Ela me olhou nos olhos, mas seu pingente de pentagrama pendurado no pescoço desviava o meu olhar.

- Sim. – eu disse sem perceber o quanto seco a respondi.

- Desculpe. – Ela disse se levantando envergonhada.

Segurei seu braço para que ela não se afastasse demais e me levantei me aproximando perigosamente de seu rosto pálido.

- Eu é que lhe devo desculpas, não quis ser rude.

- Está tudo bem, não se preocupe com isso. – Ela respondeu me parecendo embebida pela sensação de ficar a poucos centímetros de mim.

- O que mais você quer de mim? – Perguntei enquanto cenas picantes rondavam a minha cabeça.

Ela se aproximou ainda mais de meu rosto e no último segundo virou para dizer palavras indecentes em meu ouvido. E aquilo foi tudo o que precisava para segurá-la pela cintura e lhe dar o melhor beijo de toda a sua vida.

(Continua)

É a última.

Enquanto eu tomava outra dose ele me encarava como se aquilo fosse a coisa mais feia do mundo. Eu não parava de pensar em como aquilo me fazia mal, vê-lo de longe e de outro ângulo, mas não quis dar o braço a torcer e parecer fraca.

Não queria se aproximar, sentou-se a duas mesas de distância e se sentia o dono do lugar. Com sua imponência de ditador afastava qualquer um que pensasse em sentar-se ao seu lado e, ao mesmo tempo, atraía moças jovens e perigosas, mas nada o impedia de enxotá-las e continuar me vigiando de longe.

Muitas vezes minha vontade era levantar e e dizer: “Perdeu alguma coisa aqui?”. Mas eu já sabia que a resposta dele seria positiva e eu acabaria ficando sem jeito com todos nos olhando com curiosidade.

Tomei mais uma dose e pensei – É a última! – mas eu não queria dar o braço a torcer e deixar que ele controlasse até o que eu bebo, afinal, eu sou dona de mim mesma, sei bem o que devo fazer e o que não devo.

Eu não deveria fumar, mas fumei... Aquela noite estava sendo libertadora, porém eu era uma prisioneira cuja a sentença era a prisão perpetua ao universo machista daquele homem de capa preta, barba por fazer e olhos vermelhos sangue.

Pensei mais uma vez – É a última! – e me levantei deixando o dinheiro da gorjeta no balcão molhado, porém limpo. Passei por uma multidão que se agitava sem parar e enfim achei uma porta grande aberta onde um casal estava parado conversando ao pé do ouvido.

Peguei minha jaqueta marrom e fui caminhando em direção ao meu carro compacto e de cor vermelho vibrante. Desliguei o alarme e quando pus minha mão na porta do carro, senti uma mão grande e quente segurar em meu ombro.

Estremeci e quando olhei para ele, agora bem mais perto do meu rosto, pensei: “É a última!”.

sábado, 5 de março de 2011

Palavras soltas ao vento.



Corria sem razão, olhava para trás a todo instante e pensava em como foi se meter naquela confusão...
- Você quem pediu isso! - Ela argumentou.
- Eu não pedi por nada, só fui eu mesmo, era o que você me dizia para fazer! - Ele se defendeu.
- Eu pedia para você ficar em silêncio e isso você não fez.
- Não podia deixa-la para morrer, ou era isso o que você realmente queria?
- Eu não pedi que fosse atrás de mim, agora aguente as consequências! - Ela respondeu quase gritando.
Agora ele está desesperado tentando arranjar uma forma de se livrar daquilo tudo...Mas a única coisa em que ele consegue pensar é que nada teria sido assim se não tivesse cedido ao amor de uma pessoa tão imatura... Ele nunca quis ser um humano de verdade, era perfeito sendo insensível e mal-criado.