domingo, 2 de outubro de 2011

Observações sobre a vida mundana - Infância


Quais brincadeira marcaram a sua infância?

Se você tiver mais de vinte anos, vai pensar em muitas brincadeiras ao ar livre e em grupo...
Mas, se você tiver menos que isso, com certeza vai tender mais à computadores, video games e afins.

Não é notável essa diferença?

Tenho 19 anos e minha infância foi mesclada. Variando entre brincadeiras de pique-pega com meus primos e algumas horas jogando no computador do meu pai. Talvez essa infância confusa entre brincadeiras antigas e tecnologia não tenha sido muito boa pra mim, mas como vou saber se não conheço como era a infância da geração anterior à minha? A unica coisa que sei é o que me contam, e isso não é muito palpável.
Em contra partida, sobre a infância das atuais gerações, tenho muito o que dissertar e, até mesmo, comparar com a minha. Esta sim testemunhei (e ainda testemunho), com meu olhar observador e um tanto conservador.

Há poucos dias presenciei uma menina de uns 10 anos de idade perguntando à mãe qual seria o show do Rock in Rio daquele dia... Bem, a olho nu isso não quer dizer nada, certo? O porém está no simples fato de que este evento, transmitido por uma emissora de TV ao vivo, não termina antes da meia-noite.
Espera aí!! Meia-noite? Com dez anos eu só ficava acordada até esse horário no Natal e Ano Novo, ainda assim, era obrigada a esperar até tão tarde.

Não parece tão grave, não é?

Já é hora de parar de pegar leve, pois o assunto não é para ser tratado de tal maneira.
Repare quanto tempo uma criança/adolescente passa na frente do computador. Some isso ao tempo que ela passa na frente da televisão. E agora o tempo que ela passa jogando video game.
Achou pouco?
Agora faça o mesmo com as horas de lazer ao ar livre e atividades em grupo por espontânea vontade.
Se você comparar isso com a infância de uma pessoa que tenha mais de 20 anos hoje, verá a grande diferença a qual me refiro.

Não sou contra tecnologia, na verdade, eu amo tecnologia.
Mas verifico que a mesma tem roubado a infância das crianças, aprisionando-as dentro de suas casas.
E enquanto ninguém achar isso muito ruim, vamos continuar tendo mais e mais crianças que pensam viver no maravilhoso mundo de Disney...
Isso dizendo o melhor, porque o lado ruim você e sua hipocrisia não vão querer saber.

Sou a favor de mudanças, a favor da tecnologia.
Mas, sou principalmente, a favor das crianças e das experiências ótimas que elas podem ter se deixarem de lado toda essa parafernália tecnológica de lado por mais tempo.

Minha opinião pessoal é de que tecnologia foi feita para facilitar a nossa vida. Vida essa dos adultos.
E deixem que as crianças continuem a ser crianças enquanto podem.
Pois o nosso tempo não vai voltar, e nem o delas, daqui a uns anos...

Finnegan.

quarta-feira, 21 de setembro de 2011

Observações sobre a vida Mundana.- Palavras

Sabe quando você está conversando com alguém e lhe faltam palavras pra descrever algo?
Todos já passamos por isto um dia.
O engraçado que ninguém parou pra pensar sobre o assunto.

Faltam palavras na língua portuguesa?
Ou só somos mesmo burros?

Particularmente, creio não conhecer ninguém 'culto' o suficiente que não tenha passado por essa situação.
Professores da língua portuguesa com seus mestrados muitas vezes são vítimas desta pegadinha.
Os poetas também não ficam de fora, embora ninguém saiba o processo de composição de um poema a não ser o próprio autor.
Músicos.
Escritores.

Enfim, não importa a sua formação.
Não conheço ninguém que saiba TODAS as palavras do dicionário, que por sinal é bem grande.
E mesmo não conhecendo ninguém nesse perfil, duvido que esta pessoa consiga se expressar de maneira perfeita.

Posso não ser ninguém para estar dizendo essas coisas, já que nem ensino médio completo eu tenho.
Mas me orgulho de ter sido a única a me questionar sobre o assunto.
E, para concluir, a minha opinião é que SIM, faltam palavras no dicionário.
Enquanto muitas poderiam ser excluídas do mesmo.

Finnegan.

terça-feira, 20 de setembro de 2011

Volta.

É difícil escrever no blog agora. Sempre que tenho a ideia de um assunto do qual posso falar sem enrolar ou um poema, não estou perto de algum papel ou mesmo do computador. Depois que esta ideia passa, fica mais difícil ainda lembrá-la na íntegra.
Por este motivo, me desculpem o sumiço de 2 meses. Muitas coisas aconteceram neste meio tempo e ainda tento reorganizar a minha rotina. Enquanto não me estabilizar não poderei prometer regresso total ao blog.
Apesar de saber que pouquíssimas pessoas acessam e talvez não valha a pena continuar postando, ainda farei o máximo possível para voltar a postar textos regularmente.
Espero que compreendam.
Grata~

Finnegan.

segunda-feira, 19 de setembro de 2011

Ombro Amigo

Estou aqui de novo...
Sem muito o que dizer, mas com vontade de escrever...
Vontade de desabafar, mas sem amigos disponíveis para isso...

Passei por altos e baixos.
Visitei o fundo do poço e o monte Everest.
Fui modelo e modelada.
Mas agora não sei o que mais ser senão eu mesma.

Agora há uma bifurcação no caminho da minha vida e não sei que caminho seguir.
Gostaria de achar um manual de instruções.
Ou saber as consequências de cada caminho...
Não quero mais errar, nem pisar em falso
E não ter como voltar atrás.

Eu sei exatamente o que quero.
Quem eu quero.
E como quero.
Me falta saber a maneira certa de alcançar os meus desejos.

Não me orgulho de ser egoísta às vezes
Mas nem por isso tenho que parar de pensar em mim!
Eu quero achar o ponto de equilíbrio e fazer a escolha certa.

Já passou a hora de errar o alvo.
Estou perdendo tempo enquanto outros passam à minha frente.
Não quero ser insensível com ninguém,
mas há quem mereça o meu desprezo.

Acho que as unicas coisas de que preciso agora são
Um ombro amigo pra desabafar, alguém em quem eu realmente confie.
E uma luz do meu anjo da guarda pra me ajudar a tomar a decisão certa.

Mas enquanto isso não acontece eu faço o que?

Finnegan.

quinta-feira, 14 de julho de 2011

Opiniões alheias - Victor Britto

-- Paixão

Por: Victor Britto / @Victor_Cosbri

Aconteceu!
A pessoa que mais banalizava o amor e seus derivados, se apaixonou perdidamente. Amor à primeira vista não seria o termo correto, mas, a primeiras conversas, talvez. Não sei se, por ser a primeira paixão, a gente fica burro e inconseqüente, ou se eu sempre fui assim. Minha única certeza é que, tomei as decisões erradas.

Saber se era certo ou errado, era o mesmo que dar um pirulito e uma bala para uma criança e pedir para ela escolher; Impossível. Quando me entreguei pra você, eu me senti completo pelo menos uma vez na vida. Meu coração pulsava no ritmo das suas carícias e eu tive certeza de que eu estava gostando disso tudo. Ter você foi simplesmente mágico. Mas, como nada na vida é perfeito, eu tomei a pior decisão possível: Deixar de viver e vivi você!

Era tão bom lembrar que você existia, mas, de uma forma paranóica, eu comecei a esquecer tudo e todos. Minha vida se esvaiu. Ah, Deus sabe como eu sofri. E hoje sei que foi sem necessidade alguma! Grande ingênuo. Se eu pudesse começar tudo de novo, com a maturidade que eu tenho hoje, seria tudo diferente. Te pediria perdão eternamente, se preciso fosse, por ter sido tão estúpido. Não quero cometer com outros os mesmos erros que cometi contigo.
Não quero ser esperto, quero ser sábio!

Hoje eu me sinto bem e voltei a viver. Estou feliz. Não te tenho mais como ídolo, ou sonho intocável e sim como pessoa muito especial que entrou na minha vida pra ficar. Sua amizade me faz bem. O diálogo me salvou da idiotice e te salvou das minhas chatices. Sinto-me pronto pra outra aventura. Se eu pudesse olhar nos seus olhos e dizer uma palavra, seria OBRIGADO. Só sei que durou o tempo certo pra ser perfeito e inesquecível, apenas isso.

terça-feira, 12 de julho de 2011

Onslaught.

Um dia eu sonhei...
Outro eu acordei...
E agora você está aqui.

Meu sonho tornando-se realidade.
Meu desejo sendo atendido.
Minhas orações ouvidas.

Que bom, enfim te ver de novo.
A emoção que em mim está transborda transformando-se em lágrimas.
Lágrimas de felicidade por poder te abraçar de novo.

Que bom, você não é mais um sonho.
E esse vazio vai passar.
A saudade dará lugar à paixão.
Até mesmo o frio já não existirá.
Pois o calor do seu corpo esquentará meu coração.

Essa semana difícil vai ficar esquecida no tempo.
Enquanto eu estiver ao seu lado, nada mais será importante.
Apenas o seu sorriso vai bastar...
Pra iluminar a minha vida...
Mais do que o sol ilumina o dia.

Eu sei, que você estará do meu lado, mesmo quando se for de novo
E depois de ouvir você dizer 'Eu te amo'...
Estarei preparada para mais uma eternidade de dias longe...
Do amor da minha vida.

segunda-feira, 11 de julho de 2011

Palavras soltas ao vento.

Fechei os olhos
E uma luz forte me veio.
Senti calor
E sabia que você estava lá.
Abri os olhos
E não te vi.
"Me desculpe
Ter lhe assustado."
Fechei os olhos
E você não voltou.
"Me desculpe
Ter lhe afugentado."

sábado, 9 de julho de 2011

Palavras soltas ao vento.

Eu estava muito bem do jeito que estava.
Deitava no seu colo eu via o mundo virar desenfreado.
Pensei em mil coisas que pudessem fazer sentido...
Mas bastou o seu sorriso pra me acalmar.

Eu queria saber o que você está fazendo agora...
Se está pesando em mim...
Estou aí, do seu lado.
Te apoiando em suas decisões e mostrando que você é capaz de coisas incríveis.
Eu estou aqui sozinha no meu quarto pensando em você.

Tem uma garrafa de vodka no chão...
Vazia.
E apesar de seu conteúdo estar dentro do meu corpo, me sinto tão vazia quanto ela.
Tem uma barata no meu banheiro...
Tonta.
Mas não tanto quanto eu fiquei ao te ver partir.

Eu estava muito bem como estava ao seu lado...
Por que não estou mais?
Por que você não está mais?

E quando a ressaca chegar...
Seria bom te ter aqui.
Pelo menos pra me abraçar.

Finnegan.

segunda-feira, 4 de julho de 2011

04/07/2011


Hoje, 04/07/11, é aniversário de uma amiga muito querida, a Júlia Delorenzi. A propósito, foi ela quem abriu a série de posts 'Opiniões alheias' aqui no blog. Eu estou abrindo o post falando sobre isso porque ao escrever uma mensagem de felicitações para ela, lembrei de um assunto interessante do qual gostaria de discutir aqui.
Então, sem mais delongas...

Alguém aqui já reparou no 'discurso' que as pessoas dão quando vão desejar felicidades do dia do seu aniversário?
Pois é, há muito tempo eu venho reparando isso. São sempre as mesmas palavras, as mesmas vírgulas, os mesmos acentos e até os mesmos erros ortográficos.

"Oi amigo(a)!! Parabéns, muitos anos de vida!
Saúde, sucesso e mtas realizações em sua vida!
Que vc seje muito feliz e que deus te abençoe!
Vc merece amigo(a)!!
Beijos..."

Esse recadinho foi encontrado em uma página de orkut e ilustra tudo o que eu falei acima. Quem nunca recebeu uma mensagem exatamente igual a essa?! Sim, eu tirei o nome da vítima pra não 'constranger' ninguém e risquei no meio as palavras com grafia errada, ainda aliviando as abreviações recorrentes na internet que de tão usadas se tornaram 'certas'.

Você consegue perceber o que eu quero dizer com isso?
No dia do seu aniversário, quando você vai ver as mensagens de felicitações que seus amigos deixaram e você está animado em receber carinho e felicitações quando se depara com mensagens como esta, sem perceber que aquilo não foi escrito especialmente pra você, mas sim num 'modo automático' em que as pessoas costumam entrar ao desejar feliz a
niversário a alguém.

Por este mesmo motivo, quando eu mesma vou desejar felicidades para outra pessoa, tento ao máximo fugir dessas frases feitas, o que não quer dizer que eu não deseje as mesmas coisas boas que outras pessoas desejaram em seu 'modo automático'.

Não pretendo ir a fundo no assunto, mas ultimamente a, talvez, preguiça seja tanta que ao invés de escreverem esse texto típico do atalho ctrl+c, ctrl+v, as pessoas (principalmente usuários do Orkut), têm mandado fotos e gifs com os dizeres mais batidos do mundo.

Sim, este é um post de critica às pessoas que não se importam se vão fazer a diferença ou não num dia tão importante pra uma pessoa. A maioria que ler isso com certeza se sentirá a
tacada e isso é bom, pois perceberá que não está fazendo o certo. E algumas ainda vão dizer que não entram no 'modo automático' apenas para não dar o braço a torcer.

Não estou aqui pra forçar ninguém a fazer nada a não ser pensar. Espero ter atingido o meu objetivo.

A propósito, feliz aniversário Juh! (de novo) ^.^








Finnegan.

domingo, 3 de julho de 2011

Observações sobre a vida mundana. - Produto

Quanto você custa?
Sim, não se faça de desentendido, qual o SEU preço?
Existem aqueles mais discretos que negam até a morte que não se vendem, mas a verdade é que no fundo, cada um de nós temos um preço e podemos ser comprados como produtos na prateleira de um super mercado.
Isso deveria ser uma crítica, mas como vou criticar uma coisa que eu também faço parte? Dito isso, este post é uma mera reflexão sobre a vida humana na qual eu mesma me incluo.

E o seu prazo de validade?
Bem, ninguém para pra pensar nisso, mas todos temos um prazo de validade bem curto. Não estou falando da morte porque esta não pode ser prevista.
Digo sobre o fato de hoje termos um pensamento e daqui uns dias, por exemplo, mudarmos de opinião. Neste caso já não seremos o mesmo produto. Até mesmo o nosso rótulo será trocado.

E por que não falar dos rótulos?!
Este é o tema mais comum entre adolescentes, sempre zangados quando os rotulam sendo do grupo A ou do grupo B.
Não me interessa se você gosta de Rock e se veste como funkeiro. Sinceramente, eu não ligo. Mas enquanto você se vestir assim, todos que te olham e não te conhecem vão te pré-julgar um funkeiro. Assim como você, ao ver uma pessoa vestida ao estilo punk, vai achar que aquela pessoa gosta desse tipo de música, ou até mesmo desse estilo de vida.
Os rótulos existem e sempre vão existir pelo simples fato de que vivemos numa sociedade de aparências. E como já se sabe, isso não está nos planos de mudança de nenhum governo.

E, pra finalizar esse post sem pé nem cabeça:

Quando será que sairemos de linha?
Eu diria, assim sem pensar, na terceira idade.
Mas pare pra pensar em como os idosos são de fácil manipulação. A maioria nem contesta mais nada. Sendo assim, em cada uma fase de nossas vidas somos produtos pronto para venda, etiquetados e embalados.
E agora sim posso falar da morte que talvez seja a única hora em que saímos de linha, já que não existe motivo para se comprar um morto.

Espero que tenham entendido que usei de linguagem figurada em todo o post, não me preocupam interpretações diferentes da ideia com a qual escrevi o texto, mas me preocupa a ignorância humana em não conseguir olhar além do seu próprio umbigo.

terça-feira, 28 de junho de 2011

Sexo frágil


Me perguntam por que todos os últimos posts foram sobre mulheres.

Especulam a possibilidade de eu gostar do mesmo sexo.

Fazem piadas de péssimo gosto.

Bem, eu não ligo!

Porque quando eu escrevo, escrevo com a alma.

Não invento qualquer baboseira, nem copio textos de outra pessoa.

Tenho momentos criativos e tento ao máximo expressá-los da melhor forma.

Não é escolha minha escrever apenas sobre mulheres.

É como se alguém mais forte guiasse minhas mãos para digitar sobre a beleza feminina.

Beleza essa principalmente interior.

É sabido que as mulheres são complexas.

E isso me fascina.

Quem um dia já foi rotulada de sexo frágil.

Hoje lidera o país.

Quem um dia já foi descriminada.

Deu a volta por cima e mostrou o seu valor.

Nada mais justo do que eu dedicar um pouco do meu tempo escrevendo sobre elas.

Não vou chegar aqui e escrever sobre como a Presidente Dilma é bela...

A menos que seja pertinente escrever sobre ela.

E também não vou negligenciar os homens.

Já que, sem eles, nós mulheres não teríamos um propósito na vida.

Sim, continuo com a minha conduta de não ser hipócrita.

E se você que está lendo agora, é uma mulher...

Sabe, no fundo, que metade da sua vida é ou já foi...

Destinada a um homem.

Para atingi-lo de alguma forma.

Seja para conquista-lo ou para humilha-lo.

Para surpreendê-lo ou até mesmo para tentar ignorá-lo.

Mulheres e suas mentes complexas...

Que assunto haveria de ser melhor do que este?

Finnegan.

terça-feira, 14 de junho de 2011

Opiniões alheias - Delorenzi

"É sempre mais fácil achar que a culpa é do outro.
É muito fácil sempre acharmos que estamos com razão;
É muito fácil acharmos que todos os passos que damos é o correto;
É muito fácil termos nossos problemas e joga-los para outros e esperar que que eles assumam e resolvam por nós;
É muito fácil julgarmos sem ao menos tentarmos obter informações;
Existe um momento em nossa vida que temos que olhar no espelho e ver o que está errado.
Nem sempre estaremos com a razão, ou agiremos corretamente.
Há um momento no qual olhamos no espelho e percebemos que a vida não é assim. Que a vida não está voltada apenas ao que queremos, fazemos ou deixamos de fazer.
É o momento no qual olhamos para o espelho e falamos “ Está na hora de crescer.”

Por: Julia Delorenzi"

quarta-feira, 8 de junho de 2011

Anita...


Ficava corada facilmente e às vezes não sabia explicar o porquê.
Coração mole e do tamanho do mundo.
Foi a vida inteira feita de boba...
Se queixava, mas não parava.

Apaixonada.
"Anita, como pode ser perfeita?"
Humilde.
"Anita, como pode ser perfeita?"
Complexa.
"Anita, como pode ser perfeita?"
Imaginária.
"Anita, você não pode ser perfeita!"

Renasceu das cinzas.
Fez-se mulher.
Tornou-se forte.
Criou escudos.
Inventou finais felizes.
"Anita, você não pode ser TÃO perfeita."

Ela chorou.
Implorou.
Resmungou.
Desabafou.

Enfim, alguém ouviu suas preces.
Um anjo iluminado apareceu de repente.
Ela sorriu.
Aquele sorriso puro conquistou o coração daquele anjo.

"Anita, você está apaixonada?"
O anjo se foi...
Como todos os outros, ele era passageiro e nunca teve a intenção de ajudá-la.
Já devia saber.

"Anita, não tente se matar!"
Ela não era real...
Não no mundo real.

A fantasia mais perfeita que eu já tivera em toda a vida.
Anita.
Presa no meu mundo de faz de conta.
Sofreu, sorriu, se apaixonou, chorou, cresceu e, finalmente, apareceu.

Anita nunca quis ser perfeita.
Mas tentou...

A menina de olhos cor de areia...
"O que está fazendo aqui?"
Bem na minha frente...
A perfeição da minha imaginação...

Ela se tornou real no mundo real.
Mas nunca deixou o meu mundo de fantasias...
Anita, querida Anita.
Finnegan.

terça-feira, 7 de junho de 2011

Nicole...


Um dia ela se foi sem olhar pra trás...
Percebi naquele instante que jamais voltaria.
Há quem diga que não me importei, outras sabem o quanto chorei.

Uma noite ela ligou, disse que sentia saudades.
Mas não quis voltar para cometer o mesmo erro de confiar em mim.
Fechei os olhos e imaginei-a ao meu lado.
Senti seu cheiro, ouvi sua voz doce e fiquei feliz com aquilo.

Não me movi nem ao menos corri atrás.
Deixei-a livre para tomar suas próprias decisões.
Nunca me arrependi, mas senti sua falta.
Ela nunca sentiu a minha falta, mas se arrependeu.

Voltar no tempo seria bom, mas não seria o suficiente.
Avançar no tempo seria loucura.
Por isso me prendo a não pensar mais nisso.
Tentar esquecê-la é impossível e uma coisa horrível.

E agora me pergunto qual é a sua intenção.
Me ligando todas as noites pra me lembrar que a deixei partir sem um 'adeus'.
Me dando todas as deixas para uma conversa franca sobre saudades e remorso.
E se isso realmente tem um propósito.

"Okay, eu desisto. Eu te amo e a quero de volta"

Finnegan.

segunda-feira, 30 de maio de 2011

Nada sei...

Sobre a vida, sobre a morte, sobre o futuro ou sobre a sorte.
Não me é certo pensamentos sobre vingança, desespero ou felicidade.
Salvação, purificação ou extinção.

Verdade ou mentira.
Certo ou errado.

Não é jogo de verdade ou consequência.
Não é vida ou morte.
Não é crime.
Muito menos milagre.

O que eu não sei é amplo.
De uma vastidão infinita.
E profundidade imensurável.

Porque se a vida ainda é vida, quando ela morre?
Porque se o futuro é futuro, quando ele chega?
Porque se a sorte é pura sorte, como teríamos sorte de adquiri-la sem tê-la?

E se a vingança fosse algo certo não soaria tão estranho.
Se o desespero fosse algo bom não seria tão desesperador.
Se a felicidade fosse tão boa não seria tão curta.

Não sei qual é a verdade e nem se a mentira existe.
Não sei se o certo continuará certo depois de conhecer o errado.

Então, o que eu sei afinal?

Sei de uma vida de altos e baixos.
De dúvidas e incertezas.
Da morte inevitável.
De um futuro inesperado.
De uma sorte desejável.
De uma vingança inatingível.
De um desespero recorrente.
E da felicidade pura.
Finnegan.

sexta-feira, 20 de maio de 2011

Amanhã.

Eu nunca parei pra pensar no futuro, fazer planos, imaginar o que vai acontecer comigo.
Pelo menos não até agora...
Será que um dia a Nicole sairá da minha imaginação?
Em que ano que conseguirei, finalmente, fazer meu doutorado?
Como vou conseguir comprar uma casa?
Coisas que eu não havia parado pra pensar.
Coisas que eu não queria planejar com medo de me decepcionar.
O futuro sempre será uma incognita, mas agora eu já tenho suporte.
O suficiente pra me sentir livre em planeja-lo.
Em me arriscar a errar, tropeçar em alguns obstáculos e até mesmo cair.
Porque mesmo tendo muitas pessoas torcendo pelo meu fracasso.
Sei que com uma sempre poderei contar.
Por mais louco que seja o meu sonho de um dia publicar um livro que não fale sobre nada.
E ao mesmo tempo fale tudo.
Sei que ele estará lá.
Sei que não estará sozinho.
E é só nisso que me limito a pensar.
Porque quando eu finalmente abraçar a Nicole emocionada pelo momento...
Saberei que todos os meus tombos e visitas ao fundo do poço valeram à pena.
E aí cada segundo serão os melhores.
Pois sei que amanhã você estará por perto...
Mesmo de longe.
Pra me segurar.
E sobre o futuro a única coisa que eu sei é que ele nunca vai chegar.
Por isso eu AINDA vivo o hoje.
Finnegan.

Hoje.

Se todos os dias eu escrevo sobre o amor, isso quer dizer que eu o conheço?
Acho que não...
Mas isso não quer dizer que eu não esteja aprendendo sobre o assunto.
E confesso que estou gostando das aulas...
Não sei por quanto tempo dura, se tem algum prazo de validade ou algo do tipo.
O que eu quero é aproveitar ao máximo o que eu tenho agora e cada momento dessa fase da vida.
Porque estando ao seu lado sei que tudo estará bem.
E aí eu vou poder dizer:
Eu aproveitei.
Eu amei.
...
...
E...
Ainda amo.
Você...
Daniel T. Moreira.
Finnegan.

quinta-feira, 19 de maio de 2011

Sophia, meu mundo.



Me sinto leve.
Não tão leve quanto uma pluma.
Não tão leve quanto uma pena.
Mas me sinto leve.

Ela está aqui.
Eu sei que está.
Não.
Ela não está morta.
Só está do outro lado da cidade.

Com outra pessoa ao seu lado.
Alguém que não a merece.
Não a entende.
Não a completa.
Apenas a usa pra passar o tempo.

E quando esse tempo passar?
Será que ainda estarei aqui?
Esperando por alguém que não consegue me ver?

E finalmente ela vai olhar pra mim.
"Sophia"
Será que ela ainda lembra do meu nome?
Ou do meu rosto?
Com certeza não se lembrará do meu amor...

Mulher sem coração.
Egoísta.
Por que eu me apaixonei por você?
Quem mandou você ser tão bonita, carinhosa, amável...
Se você ao menos não tivesse mudado da água para o vinho
Sem um motivo aparente...

Eu só queria saber o que eu fiz de errado...
Se for por te amar demais,
poderá me culpar pelo resto da vida.

Porque o mundo que você me mostrou
É hoje o meu refúgio do mundo real.
E assim sempre será.

Porque neste mundo imaginário
Eu tenho a chance de viver os momentos que sempre quis viver
Ao seu lado
Sentindo o seu cheiro doce
E sua voz suave.

Por favor, ao menos não me tire deste mundo
No faz de conta em que eu mergulho
Só pra te ver sorrindo.

Finnegan.

quinta-feira, 12 de maio de 2011

Manifesto. Divulgue!

Bom dia.
Hoje vim fazer um apelo e, ao mesmo tempo, causar a revolta do público deste blog.
Sei que não é muito, mas talvez o suficiente para mudar alguma coisa.

Hoje os bombeiros do Rio de Janeiro estão em manifestação.
Você viu isso na TV?
Nos jornais?
No rádio?
Ou mesmo na internet?
Acho difícil, sabe por quê?

O nosso digníssimo governador está comprando a imprensa.
No intuito de evitar que a população saiba sobre este fato.
Porque ele sabe que nós, sim, NÓS, temos força.

Hoje os bombeiros estão se manifestando.
Por uma vida digna.
Um salário descente.
Em troca do trabalho que desempenham com tanta dedicação.

Você sabia?
Que o Rio de Janeiro tem a maior arrecadação de PIB do país?
Sabia também...
Que o Rio de Janeiro é o estado que menos paga os bombeiros?
E então?
Vai ficar aí sentado na frente do computador vendo tudo isso acontecer?
Você vai deixar barato?
Será que você vai permitir este absurdo?

Mesmo que você não seja do Rio de Janeiro.
Mesmo que você não seja bombeiro.
Mesmo que você não tenha nada a ver com o assunto.
Vai deixar essa injustiça acontecer?

Não sou hipócrita, nunca fui e não vai ser agora que serei.
Tenho duas pessoas na família que são bombeiros.
Neste exato momento que escrevo este texto.
Tenho um familiar na manifestação.
Imagine, assim como eu, a sua revolta.

Não estou pedindo que você compareça ao manifesto.
Mas que faça o máximo possível para divulgar esta notícia.
Já que a mídia colocou uma venda nos olhos.
E uma quantia no bolso.

Não seja omisso.
Você tem Orkut? MSN? Twitter? Facebook? My Space? Blog?
Ou qualquer outro meio de comunicação com o mundo?
Divulgue!

Não estou pedindo que divulgue o meu blog.
Peço que divulgue a notícia.
O manifesto.
Pode até copiar e colar este texto.
Mas não feche os olhos para o que acontece em seu país.

Ou estará compactuando com todas, sim, TODAS, as injustiças do país.
Todas as roubalheiras dos políticos.
Toda a violência que aqui se acomete.
E se tornará uma marionete dos mais poderosos.

E então?
Faça a sua escolha.
E encare as consequências dela de frente.

Este texto é um manifesto em prol dos bombeiros do Rio de Janeiro.

quarta-feira, 11 de maio de 2011

Paloma pt. 4

Quando ela finalmente desgrudou os lábios dos meus, já não estávamos no campo com aquele grupo da aula intensiva sobre vampiros. Agora o ambiente era mais sombrio e ameaçador do que um campo aberto.

Estávamos num quarto de alguma casa muito gótica. Existiam velas vermelhas espalhadas pelo cômodo e objetos decorativos pretos. Todos eles.
Senti um arrepio por todo o meu corpo. Paloma sentou-se numa cama que se encontrava no centro do quarto. Tinha lençóis pretos de seda e uma pena vermelha em cima de cada travesseiro.
- Sente-se. – ela me convidou.
- Onde estamos agora?
- No meu quarto.
- Como você é rápida! – Brinquei.
- Me dê um motivo pra esperar. – Ela desafiou.
- Não é essa a minha intenção. – Respondi passando minhas mãos pelas suas costas.
Mas o que eu não sabia que o que ela realmente queria era muito mais do que relações sexuais sem compromisso.
- Prometo que será intenso, mas não posso lhe prometer que não vá doer. – ela disse pondo seu corpo por cima do meu enquanto eu me deitava em sua cama macia.
- Eu não sou virgem e não estou pedindo misericórdia.
- Até agora. – Ela respondeu.
Depois disso ela me beijou. Definitivamente ela tinha o melhor beijo de todo o mundo. Paloma sabia me seduzir direitinho e, às vezes, parece que ela lia meus pensamentos e movia seu corpo exatamente como eu imaginava que seria perfeito.
De repente senti uma dor forte no estômago. Soltei um gemido de dor.
- Está tudo bem, não se assuste. – Ela disse percebendo meu incomodo.
Olhei para o meu abdômen procurando o que me machucava. Nada. Então que dor seria aquela? E como ela sabia que ia doer, afinal? O movimento de seu corpo aumentou. Ela estava mais rápida e, sem dúvida, mais intensa, como ela disse. Seu corpo se movia para frente e para trás com uma velocidade impressionante e cada vez que ela me introduzia para dentro de seu corpo, a dor no meu estômago aumentava.
- O que está acontecendo comigo? – Perguntei assustado.
- Eu disse que o transformaria em vampiro. – Ela disse com um sorriso de satisfação.
- O quê? – Joguei-a para longe de mim.
- Olhe. – Ela disse apontando para a minha barriga.
No mesmo momento vi elevações estranhas por baixo de minha pele. Como aranhas andando dentro do meu estomago. Desci os olhos e vi um líquido escuro e denso em meu órgão. Me assustei.
- O que é isso?
- Fique calmo, a dor passará em algumas horas. Teria sido melhor se você não me tirasse de cima tão cedo. – Ela fez cara de desapontada.
- Como eu posso ficar calmo? O que é isso na minha barriga? E esse líquido preto?
- Esse é o processo de transformação do ser humano em vampiro. Não se preocupe, acontece com todo mundo e você não é o primeiro a se assustar.
Revirei-me na cama de dor. Era quase insuportável sentir algo se mover dentro de você com tanta agilidade. Parecia que eles, seja lá o que for, estavam comendo tudo dentro de mim.
- Eu preciso que você fique calmo ou morrerá aqui e agora. – Ela disse sentando-se ao meu lado.
- Ah, ótimo jeito de me acalmar!
- Tudo bem, farei uma coisa que vai te acalmar até que isso acabe. Por favor, não me pare.
Então ela se pôs em cima de mim novamente. Mas eu não estava nem um pouco excitado de tanta dor que sentia. Então o que ela pretendia fazer, afinal?

Finnegan.

Links para os posts anteriores:
Partes: 1,2 e 3.

Observações sobre a vida mundana. - Renascimento

Parece tão bom...
Sermos nós mesmos.
Mas como você sabe que está sendo autentico?
Apenas por ser espontâneo?
Bem, posso dizer com certeza q espontaneidade é relativo.
Afinal você pode ser espontâneo agora dizendo o quanto ama jogar futebol.
Mas amanhã ou depois você pode dizer convicto...
Que o basquete sempre foi o seu esporte favorito.

Pois é, e nesse meio o que aconteceu?
Tantas coisas podem acontecer em tão poucas horas.
E quem você é pode mudar em pouquíssimos segundos.
Sim, seu nome continuará o mesmo.
Mas o que você pensa; o que você sente...
Isso já não será sua ‘marca registrada’.

“Lembra aquela menina que se divertia em bares com desconhecidos? Nossa como eu a odiava.”
“Sim, hoje ela é uma pessoa bem sucedida e você já não desgruda dela. Que, por acaso, sou eu.”

Nossa visão do mundo muda a cada milésimo de segundo.
Cada opinião nossa é re-moldada.
Como argila, nossos pensamentos são formados com precisão.
E se algo sai errado.
Começamos tudo de novo.
Afinal é disso que a vida se trata.

E por que eu estou falando sobre isso agora?
Essa é uma boa pergunta...
Eu não estava caçando um tema pro post de hoje.
Ele simplesmente me atingiu enquanto eu assistia TV.

Sei que vai parecer pretensão da minha parte
E que posso acabar me arrependendo de escrever isso um dia.
Mas uma das coisas que faço de melhor é observar o comportamento humano.
E vejo suas mudanças.
Mudança de hábitos.
Estilos de vida.
Filosofias.
Crenças.

E esse é um mundo fascinante pra mim.
Sim, pode ser que um dia eu mude a minha opinião.
Ou encontre algo mais interessante que estudar o comportamento das pessoas.
E talvez eu pare de sentar num banco de praça...
Só pra olhar as pessoas passarem por mim.

Mas até que isso aconteça...
Terei muitos assuntos a abordar aqui no Finnegan Things.
Coisas que podem não interessar a todos os leitores, eu sei.
Mas não deixam de ser coisas fascinantes.

Afinal, é como eu penso hoje.
Nesse momento.
E acho que o melhor exemplo que eu poderia dar neste texto...
Sobre mudança de pensamentos e atitudes...
Sou eu mesma.
A metamorfose ambulante.
Amante de borboletas.
Que são o símbolo do renascimento.

E por que não dizer que nós, seres humanos, renascemos todos os dias?

Finnegan.

terça-feira, 10 de maio de 2011

Observações sobre a vida mundana. - Mentira

Algumas pessoas simplesmente preferem não saber a verdade.
Sim, é dizendo a verdade que eu começo este texto sobre mentiras.
Intrigante, não?
Ao longo da vida dizemos tantas mentiras quanto piscamos nossos olhos.
Você não acredita?
Que bom, pois eu acabei de lhe contar uma mentira.

É mais fácil do que se imagina.
Todos nós crescemos ouvindo mentiras.
Papai noel, coelhinho da páscoa, fada do dente, velho do saco, entre outros...
São as mentiras mais óbvias que uma criança escuta.

“Se você não se comportar o papai noel não trará o seu presente no natal”
“Você não pode brincar na rua porque o velho saco vai colocar você dentro do saco grande que ele carrega e vai te levar pra bem longe do papai e da mamãe”

Não seria melhor ser sincero com seu filho?
Não estou aqui pra ensinar ninguém a educar seus filhos, pelo contrário.
Eu estou aqui como uma criança frustrada com seus pais e as mentiras que eles contaram durante toda a vida.

Enfim, quando chegamos à idade adulta começamos a mentir.
Mentimos para nos safar das coisas erradas que fizemos.
Para tirar vantagem de alguma situação.
Para não magoar as pessoas à nossa volta.
E, algumas vezes, só pelo prazer de mentir.

Inventamos histórias para cobrir nossas mentiras.
Construímos um universo paralelo.
Até o dia que nós mesmos começamos a acreditar em nossas próprias mentiras.
E nos desapontamos aos perceber que só porque nós acreditamos, ela não se tornou uma verdade.

“Desculpe querida, fiquei preso no trabalho. Meu chefe é um carrasco.”
“Professor, eu não pude fazer o trabalho que o senhor designou semana passada por motivos de doença, minha mãe está internada no hospital e mesmo eu não sendo muito chegado à ela, tive de ficar acompanhando seus dias naquele quarto de hospital”

Será que hoje em dia alguém sabe o significado da palavra sinceridade?
A maioria não sabe, mas existe uma história por trás dessa palavra.
Não vou mentir, não me lembro ao certo dessa história.
Por isso dou a dica: pesquisem!

Quando idosos.
Nesta faixa etária já não sabemos distinguir o certo do errado.
O verdadeiro do falso.
O importante do que já não importa tanto.

É nesta idade em que passamos nossa vida contando histórias de quando erámos jovens.
E, quase sem perceber, contamos as mesmas mentiras daquela época.
Mas como é possível?
Eu não acabei de dizer que quando ficamos velhos não conseguimos diferenciar o que é verdade e o que é mentira?
Pois é exatamente isso.
Já não conseguimos fazer esse julgamento.
E o universo paralelo que criamos quando adultos se funde ao mundo real.

“Quando eu era jovem e estava na faculdade. Odiava fazer os trabalhos que o professor de uma matéria passava. Mas uma vez eu dei a sorte de que minha mãe estava internada e ele me liberou de um dos trabalhos mais chatos de toda a minha vida acadêmica.”
“Filho, quando eu namorava a sua mãe, ela fazia questão de sair pra jantar nas sextas. Só que o meu chefe era um carrasco e me fazia trabalhar até tarde. Eu sempre me esquecia do meu compromisso com sua mãe.”

Assim surgem as histórias mal contadas.
Você deve estar pensando:
“Ah, eu ainda tenho muito o que viver antes de ficar um velho(a) gagá ”
Bem, isso pode até ser uma verdade.
Mas nada impede que seu universo paralelo e o mundo real já não tenham se fundido.

Nada do que eu disse aqui é uma regra.
Porém, eu não disse nenhuma mentira.
Não fiz nenhum estudo aprofundado no assunto.
Isso são apenas minhas observações sobre a vida mundana.

Finnegan.

domingo, 8 de maio de 2011

Palavras soltas ao vento.

Ele era sempre assim, autêntico e mandão.
- Eu sempre estou certo.
E realmente estava, eu não podia contestar.

Certo dia, estávamos num bar.
Eu, ele e uma amiga.
Ela: super afim dele.
Ele: super afim de mim.
Eu: bem, eu estava tranquila.
Havia saído pra tomar um drink com dois amigos da faculdade.
Estávamos no balcão rindo e bebendo.
Ela não parava de dar em cima dele e isso me irritava de vez em quando.
Ele sempre fazia questão de bancar o homem implacável.
Eu só queria me divertir.

O dia seguinte chega.
Acordei totalmente torta na minha cama.
Meu cabelos estavam atrapalhados.
E eu sentia um gosto muito forte de anti-ácido na minha boca.
Olhei pro lado.

Lá estava ela.
Minha amiga totalmente desconcertada dormindo ao meu lado.
Não me assustei, aquilo era normal depois de uma noitada.
Ouvi uma voz.

- Bom dia, minha flor. -disse.
Procurei e o vi.
Atirado no sofá só de cueca e fumando um cigarro.
- Bom dia. Você dormiu aqui? - eu disse.
- Você não se lembra de ontem à noite?
- Não, eu deveria?
- Bem, geralmente todas se lembram de minha performance. Mas eu sempre soube que você é diferente das outras. - ele disse levantando-se e caminhando em minha direção.

Não entendi o que ele queria dizer.
Mentira, eu não quis entender o que ele queria me dizer.
Por que ninguém nunca diz o que eu quero ouvir? - pensei.

- Quando sua ressaca passar eu te conto os detalhes mais sórdidos. - ele prometeu me dando um beijo na testa.
- Algo que eu venha a me arrepender? - perguntei.
- Só se você continuar insistindo em bancar a santinha. - ele disse com malícia no olhar.

Olhei para ela.
Não parava de roncar.
Parecia cansada.
- Espero que pelo menos ela se lembre. - ele suspirou.
- Desculpe, prefiro não saber o que aconteceu essa noite. - eu disse tentando afastar minha imaginação que já começara a trabalhar.
- Tem certeza? - ele perguntou desapontado.
- Não, pelo menos por enquanto.
- Eu sei que você vai querer saber. E vai querer fazer tudo de novo. - ele disse convicto.

Me lembrei:
"Ele era sempre assim, autêntico e mandão.
- Eu sempre estou certo.
E realmente estava, eu não podia contestar."

Um flash da noite passada me atingiu e com ele uma dor de cabeça exorbitante.
Pensei:
Uma noite, dois amigos e drinks deliciosos. Eu sabia que não iria dar certo.
Mas enfim, eu só queria me divertir.

Pra sempre será você.

Eu não sabia que era você... você que eu quero pra vida inteira.
Você que um dia eu quis xingar, bater, beijar, amar.
Meu Deus, como eu sinto a sua falta.
Como eu queria tê-lo em meus braços.
As horas não passam.
Você não está aqui.
Eu nunca saberia que era você.
Um príncipe disfarçado de plebeu.

Eu não sabia, mas agora eu tenho certeza.
Que é você que faz meu coração bater acelerado.
Que é você que me acompanha 24hrs por dia.
Que é você quem me conforta nos momentos difíceis.
E me faz sorrir sem motivo aparente.
Quem faz meu mundo girar.
E tudo permanecer em equilibrio.

Alguém que não tem medo de dizer sim.
Com quem eu posso contar.
Você é as minhas asas.
Me faz voar pra bem longe e viajar para meus pequenos mundos perfeitos.
Você é meu chão.
Me lembra que há uma realidade a encarar e me ajuda a suportar o caos da vida mundana.
É você quem eu quero pra toda a vida.
É você.

Finnegan.

sexta-feira, 6 de maio de 2011

Vida passageira. - Amizade

Eu e ela.
Ela e eu.
Duas loucas soltas no mundo.
Um dia lá.
Outro cá.
Bem ou mal.
Feliz e triste.
Água e óleo.
Éramos nós.
Quero dizer, somo nós.
Imperfeitas em nossa perfeição.
Completas em nosso mundo perfeito e imaginário.
Sozinhas embora juntas.
Minha vida: minha amiga.
Minha amiga: minha vida.
É nisso que se resume este post.
Amizade.
Companheirismo.
Felicidade.
Cumplicidade.
Um pouco de falsidade.
E uma pitata de ciúmes.
É bem assim.
Sempre foi assim.
E continuará sendo assim.
Minha melhor amiga.
Eu e ela.
Ela e eu.
Uma mesma pessoa.

quinta-feira, 5 de maio de 2011

Vida passageira. - Lembranças



Ele gostava do mistério que ela insistia em fazer.
Ela adorava o frio na barriga por não saber oq iria acontecer.
E assim se passavam os dias.
A saudade os consumiam, mas era tão melhor do que se ver todos os dias.
Rotina? Sim, rotina.
Ela existia e os acompanhava, mas nunca atrapalhara.
Todos os sábados.
Alguns poucos domingos.
E uma quinta.
E foi só.
Só o bastante para que o amor os atacassem como presas indefesas.
Ninguém está reclamando, não mesmo!
É até bom essa sensação de ser pego de surpresa por alguma coisa boa.
Mas eu era apenas um observador.
De um casal simpático e intenso.
Dois jovens com uma vida inteira pela frente.
Um futuro brilhante.
Eu já fazia planos, sim, eu fazia planos para a vida deles.
Afinal, a minha já havia acabado há anos e não havia previsão para recomeçar.
Eu senti ciúmes também.
E chorei.
Quando tudo terminou o vazio e a sensação de impotência me consumiram.
Eu perdi o chão.
E ela? O que fará sem ele?
E ele? Como viverá sem ela?
Eu me lembrava dos dias inteiros sentados rindo, gargalhando, se beijando.
Brigando, discutindo e fazendo cara feia.
Lembro do braços cruzados e da lágrima no rosto.
Lembro do orgulho ferido.
A briga na beira da estrada.
A imensa vontade de chorar.
O espaço entre eles.
E por que?
Eu nunca vou entender.
Relacionamentos entre humanos são tão complicados quanto matemática ou física.
Infelizmente as lembranças tristes são as mais intensas.
Mal consigo me lembrar dos sorrisos.
Embora me lembre do prazer e da loucura.
Lembranças de pessoas que já não conheço.
Lembranças de um passado distante.
Coisas boas e ao mesmo tempo ruins.
Lembranças de quem um dia eu fui.
E não me arrependo de ter sido.
Memórias de alguém que ficou pra trás.
E lá permanecerá.
Como uma simples lembrança.
Lembrança de uma vida passageira.
Finnegan.

quarta-feira, 4 de maio de 2011

Just Finnegan.

Eu posso ser delicada, posso ser meiga e ao mesmo tempo rude e ignorante.
Posso ter casa, comida e roupa lavada e ao mesmo tempo dizer que não tenho nada.
Podem dizer que sou falsa e mesquinha, ao mesmo tempo vão dizer o quanto minha amizade vale à pena.
Posso sentir falta dos velhos tempos e um enorme vazio em meu peito, mas terei a certeza de que AGORA estou vivendo o melhor momento da minha vida.
Vão dizer que este texto foi premeditado e escrito só pra fazer sucesso, ao mesmo tempo eu direi que escrevi isto com lágrimas nos olhos e uma inspiração momentânea.
Eu posso ser só uma em meio a uma multidão, mas ao mesmo tempo sou alguém.
Vão dizer que não sou ninguém, mas sei que ainda sou alguém até mesmo pra ninguém.
Posso me importar com a opinião alheia o suficiente para me privar de certos prazeres, mas agora posso dizer que estou completa e nada mais me importa.
Não me importa o que vão dizer. Eu sei quem sou, o que faço, o que quero e pra onde vou.
E você?
Finnegan.

quinta-feira, 28 de abril de 2011

Palavras soltas ao vento.

Eu me esforcei para não dar o braço a torcer e não passar por covarde. Sempre neguei e recusei tudo o que me impunham, mas eu não fui sempre assim.

Traumas me acompanham por toda a vida e sinto que nunca vão me deixar. Sinto-me impotente e um tanto idiota.

Pior do que tudo o que eu já vivi seria ter que voltar atrás em todas as palavras que proferi com tanto empenho em fazê-las pareceram reais.

Difícil é dizer o que sinto agora e conseguir distinguir a verdade da ilusão. Difícil é saber se te amo ou não.

E se for mesmo verdade o que sei sobre você? Nem mesmo sei o que pensar, muito menos por aonde ir.

Mas a sua presença me conforta de alguma forma. Ter você por perto pode ser a única coisa da qual eu precise agora. E quando eu digo agora, quero dizer para sempre, sabendo que pra sempre é tempo demais.

Vejo sua sombra, ouço sua voz, mas não quero lhe falar que senti saudades. Não quero lhe falar que és importante para a minha humilde existência.

segunda-feira, 25 de abril de 2011

18 days. I'm sorry.

Depois de um tempo sem dar as caras por aqui, cá estou eu de volta para os vossos braços (e olhos) para pedir desculpas sinceras pelo meu desaparecimento repentino.
Tive alguns imprevistos em minha vida particular e por este motivo ficou praticamente impossível arrumar um tempo com alguma inspiração para postar algo digno aos meus (poucos) leitores.
Agora minha prioridade é terminar a série 'Paloma' que comecei a postar aqui e a série 'A Garota da Rua à Direita' no Blog do Raffa.
Algumas 'Palavras soltas ao vento' também serão postadas em breve pois agora me sinto muito inspirada e motivada a manter o blog ativo.
Novamente peço desculpas aos que se sentiram desapontados ao acessarem o blog e não encontrarem novos posts.
Grata pela compreensão.
Finnegan.

quinta-feira, 7 de abril de 2011

07/04/2011

Firework

Do you ever feel
Like a plastic bag
Drifting through the wind
Wanting to start again

Do you ever feel,
Feel so paper thin
Like a house of cards
One blow from caving in

Do you ever feel
Already buried deep
Six feet under screams
But no one seems to hear a thing

Do you know that there's
Still a chance for you
Cause there's a spark in you

You just gotta
Ignite the light
And let it shine
Just own the night
Like the 4th of July

Cause baby you're a firework
Come on show 'em what you're worth
Make 'em go "Ah, ah, ah!"
As you shoot across the sky "Ah, ah!"

Baby you're a firework
Come on let your colors burst
Make 'em go "Ah, ah, ah!"
You're gonna leave them all in "awe, awe, awe"

You don't have to feel
Like a wasted space
You're original,
Cannot be replaced
If you only knew
What the future holds
After a hurricane
Comes a rainbow

Maybe a reason why
All the doors are closed
So you could open one that leads
You to the perfect road
Like a lighting bolt,
Your heart will glow
And when it's time, you'll know

Boom, boom, boom
Even brighter than the moon, moon, moon
It's always been inside of you, you, you
And now it's time to let it through

quarta-feira, 6 de abril de 2011

Happy Fucking Birthday to me!

Idade Se Eu Quiser
Jay Vaquer

Tenho a idade que eu bem entender
o suficiente pra mim e o bastante pra você
e você quer meu R.G.
é que não sigo um manual, nem guia do que deve acontecer
do que se deve fazer

Se já tá tarde
se ainda é cedo
se tenho saco
se tenho medo

O que você aínda quer saber
como devo pensar
o quanto devo durar
ou se preciso casar

Tenho a idade que eu quiser
tenho o tempo que vier
tenho até a cara que você me der
perfeito
bom proveito
escolha meu defeito e me dê

Quantas frunstrações acumuladas
doenças
quantas porradas
namoradas

Se tou acabado
Bem conservado
Irresponsável
um fracassado

Se a idade é que decide
Se resolve e proibe
Se é culpa do tempo
Lamento.

terça-feira, 5 de abril de 2011

29/03/2011 - A Saga (Quarta parte. Final.)

Pois é, chegamos a ultima parte desta minha saga para assistir ao show de uma das minhas bandas favoritas: 30 Seconds to Mars. Espero que tenham gostado até agora e que eu consiga fechar a saga com chave de ouro. Agradeço a quem acompanhou, é muito importante pra mim a visita de vocês. Sem mais delongas, aí vai:

29/03/2011 (Quase madrugada) – Depois de descansar um pouco, liguei para o celular da Raíssa (amiga echelon louca), mas ela não atendia de jeito nenhum. O tempo foi passando e nada de eu conseguir contatar ela, eu já estava ficando preocupadíssima com esse sumiço repentino e não parava de ligar pro celular da Raíssa.

30/03/2011 (Madrugada) – Depois de meia hora tentando, finalmente consegui falar com minha amiga Raíssa e ela já estava dentro do carro indo para casa, me senti muito aliviada em saber que ela estava bem. Ainda conversamos um pouco pelo celular eufórica com o show perfeito que havíamos acabado de assistir e em como não acreditávamos naquele sonho.

Depois que desliguei a chamada com a Raíssa ainda dei de cara com os dois meninos do trem e eles me deram um sorriso de longe, mas não fui falar com eles, afinal o que eu diria?!

Procurei novamente um lugar pra sentar e fiquei pensando: “Como vou embora pra casa a essa hora?” (00h30min). Aí mandei uma mensagem de texto pro celular do Daniel (namorado) e acabou que fiquei conversando com ele via torpedo a madrugada inteira.

Sentada num banco em frente ao Vivo Rio fiquei observando as pessoas sentadas nos outros bancos. Todos em grupo conversando ou sobre o show ou sobre o que eles iriam fazer depois dali. Senti-me bem estranha estando ali sozinha, mas seria pior se eu não estivesse ali, com certeza.

Com o tempo as pessoas foram indo embora até que só restei eu e mais dois grupos naqueles bancos. Um grupo continha uma menina e dois meninos (um deles não parou de me encarar) e o outro grupo era formado de duas meninas e um menino (uma dessas meninas também ficava me olhando às vezes).

Cansada, deitei no banco ainda observando os movimentos dos grupos e conversando com o Daniel por mensagem. Um dos grupos (o composto por dois meninos e uma menina) levantou e também foi embora. Resolvi levantar e ficar sentada novamente, pois o banco de concreto não era nada confortável para a minha coluna.

Quando me virei para o único grupo que sobrou, estavam os três se beijando e até agora me lembro do nojo enorme que senti ao assistir aquela cena. Nunca tive preconceito com isso e com quem faz esse tipo de coisa, todos sabem por que, mas eu presenciar aquela cena não foi muito bom para o meu estômago.

Minutos depois eu estava sozinha nos bancos, o grupo moderno foi embora olhando para trás a todo o momento e vi quando um deles ameaçou voltar, não sei se para falar comigo ou outro motivo.

Resolvi mudar para um banco com uma visão melhor do local, principalmente porque ali era um local perigoso e eu precisava ficar de olho nos locais por aonde as pessoas chegavam e saíam dali. No banco onde sentei havia duas garrafas de água pela metade e eu estava morta de sede, nem me lembro quando fora a última vez que bebi água antes do show.

Enquanto eu respondia freneticamente as mensagens de texto do Daniel, um policial que vazia a ronda ali num carrinho (igual carrinho de golfe, sabe?) passou por perto de mim e parou para conversar comigo.

- Você ficou sozinha né?

- Pois é. – respondi sem graça.

- Vai vir alguém aqui te buscar?

Na mesma hora em que o policial perguntou isso um homem de caráter duvidoso apareceu de repente e sentou-se no banco ao lado.

- Sim, minha mãe está vindo de carro. – Eu não sei mentir, mas nessa hora foi mais que preciso, com aquele homem sentado ali do lado ouvindo a conversa, sabe-se lá o que ele faria quando o policial fosse embora.

- Ah, então vou esperar você ir embora pra eu entrar, mas cuidado que aqui é bem perigoso. – ele terminou.

- Sim, tudo bem, minha mãe já está vindo. Obrigada.

Passados alguns minutos, o homem estranho continuava sentado ali olhando pro nada, então peguei o celular e fingi que havia recebido uma ligação:

- Oi mãe, já chegou? – falei sozinha no celular. – Até que enfim hein! Meu pai também veio? Ah, que bom que ele sabia o caminho. Onde vocês estão? Ah tá, estou indo praí, para em algum lugar visível que eu acho vocês.

E assim, me levantei pegando uma das garrafas de água que estavam ao meu lado no banco e fui andando em direção a rampa que atravessa a avenida em frente ao Vivo Rio. Quando eu já estava do outro lado, olhei para trás com a intenção de ver se o estranho me seguia, mas o avistei ainda sentado no banco e fiquei mais tranquila.

Agora me veio um dos maiores problemas: “Pra onde eu vou?”

Conversando com o Daniel fui andando pela rua meio perdida e sem saber pra onde ir. Passei em frente ao Odeon e estavam gravando alguma coisa, não deu pra eu ver do que se tratava. Pensei em sentar ali, mas percebi que algumas pessoas já estavam guardando seus pertences, o que indicou que as filmagens estavam perto do fim. Não parei.

Continuei andando passando por vários homens ridículos que mexeram comigo apesar de eu estar concentrada nos meus passos lentos e firmes e sacudindo a garrafa de água pra lá e pra cá afastando o silêncio que me atormentava.

Andei do final da Avenida Rio Branco até a Praça da Candelária (1,5km) e me senti aliviada ao me ver na Avenida Presidente Vargas, eu já não estava tão perdida assim. Isso me deu um novo ânimo para seguir andando, apesar do cansaço.

Quando cheguei à Central nem acreditei no que meus olhos me mostravam, a rodoviária estava cheia de gente bebendo e conversando apesar do horário ser bem tarde (2h).

Sentei no meio-fio para descansar daquela caminhada linda de mais de 3 km ao todo e não resisti em beber aquela água na minha mão. Daniel me chamou de maluca por isso, mas acho que andar pelo centro de madrugada sozinha me torna muito mais louca do que beber uma simples água largada num banco por fãs do 30 Seconds to Mars.

Fiquei lá sentada conversando com o Daniel por mais uma hora e descobri que tinha ônibus pro meu bairro, levantei correndo pra esperar o próximo ônibus e quando ele chegou dei sorte de parar bem na minha frente, o que me fez entrar antes de todo mundo que também ia pegar aquele ônibus e ser uma das poucas a conseguir um lugar para sentar.

Quando já estava sentada no ônibus indo para casa, mandei uma mensagem pro Daniel me despedindo e deixando-o livre pra tirar um cochilo antes de ir trabalhar (até hoje tenho pena dele por tê-lo feito ficar acordado até tarde, mas quem mandou ser um namorado perfeito??).

Liguei o player do celular, coloquei meus fones de ouvido e abaixei a cabeça. Apaguei na mesma hora. Só acordei quando já estava quase chegando ao shopping do meu bairro. Arrumei o cabelo, guardei o celular e o fone de ouvido e fiquei esperando chegar ao centro do bairro pra descer e pegar o outro ônibus até a minha casa.

Já dentro do primeiro ônibus que partia pra onde eu moro, voltei a ouvir um pouco de Jay Vaquer (cantor nacional perfeito) no celular e observar as pessoas que pegavam o ônibus para ir trabalhar àquela hora da madrugada (4h).

Cheguei em casa ainda não tinha amanhecido direito e minha mãe já estava levantando pra ir trabalhar, rapidamente coloquei o pijama e me joguei na cama antes que ela visse a hora que eu cheguei em casa.

Antes de apagar em sono profundo novamente, suspirei e agradeci por ter sobrevivido a esta saga incrível que acabei de contar pra vocês.

(Fim.)